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16/04/2011 - Extra Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Ponte aérea do crime: brasileiros falsificam documentos para morar ilegalmente nos EUA

Por: Herculano Barreto Filho


Fazendeiros, empresários e estudantes universitários interessados em passar férias nos Estados Unidos. Este tipo de perfil falso passou a ser criado com a ajuda de uma quadrilha especializada em adulterar documentos, desde o ano passado, para furar o bloqueio do Consulado-Geral dos EUA no Rio de Janeiro.

A intenção era conseguir visto de turista a pessoas que queriam viver irregularmente em território estrangeiro. A ação da quadrilha começou a ser investigada, em janeiro, pela Delegacia de Defraudações da Polícia Civil.

Segundo a polícia, a carteira de identidade, o CPF e o passaporte eram verdadeiros. Mas o comprovante de rendimento, o extrato bancário e os valores do imposto de renda foram falsificados para despistar o consulado.

Oito presos em duas semanas

Nas últimas duas semanas, a polícia intensificou as operações para desarticular a quadrilha, prendendo oito pessoas que tentavam obter visto com a documentação falsa. Elas foram indiciadas por falsidade ideológica e uso de documento falso, com pena prevista de até cinco anos de prisão.

— A movimentação financeira dos interessados em obter o visto era adulterada, para passar a impressão de que a pessoa pertencia a uma classe social elevada e que não teria interesse em morar nos EUA irregularmente — explicou o delegado Fernando Vila Pouca, titular da Delegacia de Defraudações.

Segundo a polícia, a quadrilha cobra até R$ 3.000 pelo serviço, que inclui orientação aos “clientes” sobre o que dizer na entrevista para obter o visto no consulado.

Brasileiros rastreados

A investigação policial pode ajudar na extradição de cerca de 50 brasileiros que vivem em solo norte-americano com visto de turista. O consulado irá repassar informações de possíveis beneficiados com as falsificações de documentos ao Serviço de Imigração dos EUA, que tentará localizar os brasileiros que estão ilegalmente no exterior.

O órgão possui dados de pessoas que conseguiram furar o bloqueio e morar nos EUA irregularmente desde o ano passado, sem despertar suspeitas.

Presos vieram de longe para buscar o visto

As oito pessoas presas em flagrante pela Delegacia de Defraudações têm idades variadas, mas possuem uma coisa em comum: vieram de cidades do interior do Mato Grosso e de Minas Gerais para tentar conseguir o visto no Consulado-Geral dos EUA, no Rio. A origem dos falsários dá indício da área de atuação da quadrilha responsável pela falsificação.

— Há uma organização criminosa que fornece essa documentação e orienta as pessoas a assumirem uma identidade de quem não teria interesse em morar fora do país, para não despertar suspeitas — disse o delegado Fernando Vila Pouca.

Falso patrimônio de R$ 483 mil

A última prisão foi feita na sexta-feira, quando Ruan Fernandes dos Santos, de 19 anos, se apresentou no Consulado e assumiu a identidade de um Estudante de Educação Física. Ele apresentou dados falsos do extrato bancário da mãe, dona de casa.

Nos documentos apresentados no Consulado, ela seria gerente de uma construtora, com patrimônio de R$ 483.879,01. Ruan também mostrou comprovantes falsos de contracheques que comprovam uma renda mensal de R$ 3.078,98.

Suspeitas confirmadas em março

Os falsários só começaram a ser identificados no fim de março. Os primeiros casos ocorreram no dia 30. José de Souza Netto, de 76 anos, que morava nos EUA há 22 anos, voltou ao país para conseguir a documentação para o bisneto de 11. Acabou preso. No mesmo dia, foi a vez da desempregada Leila de Oliveira, de 29 anos, que veio de Betim, em Minas Gerais, e se apresentou como empresária.

O motorista Reinaldo Lopes Domingos, de 22 anos, de Pontes e Lacerda, no Mato Grosso, e a doméstica Marinalda Isidoria de Araújo, de 47, de Galileia, em Minas, também se apresentaram como empresários. Os dois foram presos.

Três pessoas, vindas de áreas rurais, foram detidas ao se apresentarem como fazendeiros: Claudiney da Silva Ferraz, de 29 anos, que veio de Jauru, no Mato Grosso; Deivison José da Silva, de 20, de Guanhães, em Minas; e Alex Eliziário Rodrigues, de 30, de Ladainha, também em Minas.

Cerca de 1.200 pessoas de todo país aparecem, por dia, no Consulado dos EUA, para obter o visto de dois meses de permanência em território americano — média de 25 mil por mês.

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