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13/03/2006 - Tribuna do Interior Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fui vítima de crime eletrônico. E agora?


São Paulo


A professora Giselle Fonseca foi vítima de crime eletrônico. Cliente do Unibanco, ao verificar sua conta corrente pela Internet, Giselle constatou um rombo de R$ 4,6 mil. Segundo ela, o valor foi transferido por meio de DOCs e recargas de créditos pré-pagos para um número de celular da Claro em São Paulo. De acordo com o atendimento telefônico do banco, a fraude aconteceu pela Web. "Não sei como pode ter sido pela Internet, se as duas senhas de acesso são digitadas no teclado virtual. Acredito que meu cartão de débito e crédito foi clonado", opina.

Assim que verificou o problema, a professora entrou em contato com o Unibanco e foi orientada a bloquear e cancelar seu cartão, além de trocar a senha de acesso ao Internet banking. O banco estabeleceu um prazo de cinco dias úteis para analisar as movimentações e entrar em contato com a professora. "Na mesma agência, um gerente me informou que era necessário fazer o boletim de ocorrência e outro disse que não era preciso. Optei por não fazer e aguardar o prazo solicitado pelo banco", diz Giselle. Procurada pelo WNews, a assessoria de imprensa do Unibanco disse não estar autorizada a falar sobre o caso com outra pessoa que não seja a cliente. Até a publicação desta matéria, Giselle não havia recebido nenhum retorno do banco.

Caso de polícia

O Brasil tem poucas DPs (Delegacias de Polícia) especializadas em crimes eletrônicos, mas qualquer delegacia a é obrigada a atender os casos, nem que seja para encaminhá-los a postos especializados posteriormente. O WNews entrou em contato com três delas: DIG-DEIC – 4ª Delegacia de Repressão a Crimes de Informática de São Paulo (SP), DERCIFE (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes contra Informática e Fraudes Eletrônicas), em Belo Horizonte (MG) e DRCI – Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, no Rio de Janeiro (RJ). As cidades de Porto Alegre (RS), Brasília (DF), Curitiba (PR) e Vitória (ES) não têm delegacias exclusivas para crimes eletrônicos, mas contam com departamentos e núcleos de informática que auxiliam as delegacias comuns nas investigações desses delitos.

O delegado de polícia assistente da DIG-DEIC, Antônio Augusto Rodrigues, explica que qualquer delito cometido na Web pode ser encaixado no Código Penal. "Não existe uma legislação específica, mas isso não impede o desenvolvimento do trabalho da polícia. Cometer um crime na Internet é como cometer em qualquer outro lugar, aliás, é pior, porque na Web o criminosos sempre deixa rastros", alerta o delegado. Rodrigues ensina que a denúncia varia de acordo com o tipo de crime sofrido. "Nos casos de delitos contra a honra, calúnia, difamação e injúria, recordistas de ocorrência em São Paulo, a vítima deve imprimir as páginas ou e-mails onde foram publicadas as ofensas para servirem como provas na abertura do inquérito", orienta.

B.O.

Um passo importante é registrar o B.O. (Boletim de Ocorrência). "Dependendo da quantidade de informações, é possível entrar direto com o processo judicial", informa o delegado. O mesmo procedimento é válido para atos de pedofilia, que também podem ser denunciados por telefone ou pela Web, nos sites da polícia. No caso dos crimes contra o patrimônio (estelionato, roubo de senha bancárias etc), campeões de ocorrência em Minas Gerais, Antônio Augusto Rodrigues revela que o primeiro passo é avisar a instituição bancária. "A vitima deve entrar em contato com o banco imediatamente para que medidas como mudança de senha, cancelamento de cartão ou bloqueio de conta sejam tomadas".

O delegado acrescenta que o cliente deve exigir do próprio banco uma auditoria para apurar os fatos e que geralmente as instituições concordam em ressarcir o prejuízo. O banco Itaú, por exemplo, segundo informações de sua assessoria de imprensa, tem como norma o reembolso imediato, depois que o correntista faz a denúncia. "Geralmente as instituições bancárias reembolsam os correntistas antes da resolução do inquérito", revela Rodrigues. Depois de registrada a ocorrência, tanto junto à polícia quanto junto ao banco, o cliente deve aguardar e acompanhar a apuração do inquérito.

Como recurso de alerta ao cliente, o Banco Real oferece um serviço gratuito de envio de SMS que informa ao correntista toda vez que sua conta passa por movimentações. O cliente deve solicitar o serviço via home banking e estabelecer parâmetros como, por exemplo, o limite de saques. O Unibanco não informou sobre a existência do recurso entre seus serviços e o Itaú disse não trabalhar com SMS. O Banco Real não soube informar sobre o prazo do reembolso em caso de crimes pela Web, assim como o Unibanco.


Dicas para se proteger

• Evite abrir e-mails de remetentes desconhecidos;

• Evite abrir e-mails enviados em nome de órgãos como bancos, Receita Federal, TRE, DETRAN e SERASA. Geralmente essas instituições não enviam e-mails, a não ser que você solicite;

• Crie senhas aleatórias, mesclando letras e números;

• Evite senhas com associações pessoais, como datas comemorativas e nomes de animais de estimação;

• Não forneça dados pessoais a estranhos em chats ou bate-papos online. Os criminosos são capazes de desvendar senhas com apenas algumas informações pessoais;

• Atualize sempre seu antivírus;

• Nunca forneça número de cartão, conta bancária ou senha por e-mail.

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