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13/04/2011 - O Globo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Chanceler de Israel pode ser indiciado por corrupção e lavagem de dinheiro


JERUSALÉM - O procurador-geral de Israel disse nesta quarta-feira que planeja indiciar o ministro das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, por corrupção, o que o forçaria a renunciar ao cargo e abalaria a coalizão do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, no Parlamento. Lieberman ainda será ouvido em uma audiência antes de o processo ser iniciado. De acordo com a legislação israelense, um alto oficial do governo tem o direto de argumentar seu caso antes que o procurador-geral emita o indiciamento.

O ministro é acusado de abuso de poder, fraude qualificada, lavagem de dinheiro e coação de testemunha. Segundo o Ministério da Justiça, o chanceler é suspeito de usar empresas de fachada e contas de laranja para receber ilicitamente mais de US$ 1,2 milhões durante seu mandato, incluindo de magnatas estrangeiros, interessados no comércio de Israel. A denúncia diz que Lieberman tentou encobrir estas negociações "através de ações sistemáticas e prolongadas para defraudar as instituições públicas".

Já a suspeita de abuso de poder refere-se à tentativa de Lieberman de promover o ex-embaixador israelense na Bielorrússia depois que ele vazou informações privilegiadas sobre um inquérito contra ele datado de 1990.

Já a suspeita de abuso de poder refere-se ao caso de um ex-embaixador israelense na Bielorrússia que diz ter mostrado a Lieberman documentos secretos de um inquérito contra ele.

Se for indiciado, o ministro provavelmente será forçado a demitir-se, já que a jurisprudência da Corte Suprema de Israel indica que um ministro deve renunciar ao cargo quando é indiciado por um crime. A demissão abalaria a coalizão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e forçaria a realização de uma nova eleição, adiando por meses um acordo de paz entre israelenses e palestinos.

Moshe Negbi, especialista em direito israelense, disse que a acusação de lavagem de dinheiro poderia levar a uma pena de até 10 anos de prisão.

Lieberman nega as denúncias. Segundo ele, as investigações buscam reduzir sua atuação.

- Eu sei e vocês sabem que eu sempre atuei em concordância com a lei, e não há razão para preocupação - disse Lieberman, durante a convenção de seu partido em Jerusalém.

- Após 15 anos, eu finalmente vou ter uma oportunidade para aprovar que atuei legalmente - completou.

Netanyahu também divulgou um comunicado nesta quarta-feira afirmando que o chanceler é um "figura central" em seu governo:

- Espero que Avigdor Lieberman prove sua inocência - disse o primeiro-ministro.

O chanceler é o líder do partido ultra-nacionalista Yisrael Beiteinu (Israel é nosso lar) , dominado por imigrantes da ex-União Soviética, assim como Lieberman. Nos últimos dias, Lieberman defendeu que Israel inicie uma ofensiva para destruir o governo de Gaza, liderado por militantes do Hamas.

Mesmo que o ministro renuncie, não é certo que seu partido deixe a coalizão de Netanyahu, que é o segundo maior bloco no parlamento de Israel. Se a legenda sair, o premier perderia a maioria na Casa, o que o forçaria a encontrar um partido substituto ou convocar novas eleições.

Uma campanha eleitoral em Israel dura ao menos seus meses e o processo de construir um nova coalizão poderia levar algumas semanas. Durante o período, o governo de Israel não conseguiria se concentrar nas negociações de paz com os palestinos.

Após dois anos de relativa calmaria na região, a violência voltou a irromper quando um míssil palestino atingiu um ônibus escolar israelense na última quinta-feira. Desde o início da ofensiva, ataques de Israel mataram 19 palestinos .

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