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10/04/2011 - Público.pt - Última Hora Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Apreendidos mais de seis milhões de euros em notas falsas durante 2010

Por: José Bento Amaro

O dólar continua a ser a divisa preferida dos falsários. Em quatro operações foram confiscados mais de quatro milhões. Polícia Judiciária descobriu ainda duas "fábricas" em Portugal.

As forças policiais portuguesas apreenderam no ano passado, em todo o país, notas falsificadas cujo valor total era superior a seis milhões de euros. A maior parte destas notas eram réplicas de dólares. No mesmo período foram desmanteladas, na Região Norte e na Zona Sul, duas "fábrica" de contrafacção. No total, entre casos de falsificação e distribuição de dinheiro falso, foram registadas 11.566 participações, apenas mais 20 do que no ano anterior.

A moeda falsa mais apreendida em 2010 foi, uma vez mais, o dólar americano. De acordo com os dados inscritos no Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), terão sido encontradas, sobretudo pelas equipas especializadas da Polícia Judiciária (PJ), 73.233 notas desta divisa, correspondendo a um total de 7,2 milhões de dólares.

Embora o euro seja, desde há muito, uma moeda mais valorizada que o dólar, esta continua a ser a divisa preferida dos falsificadores. A explicação, de acordo com inspectores da PJ, é fácil: as notas de dólar têm menos marcas de segurança e, em consequência, são bem mais fáceis de falsificar. Depois, há ainda o facto de em muitos países, sobretudo africanos, esta ser a divisa mais aceite e usada nas transacções.

Em 2010, tal como já tinha vindo a acontecer em anos anteriores, assumiram relevo, em termos policiais, quatro grandes operações da PJ, das quais resultou, na totalidade, a apreensão de mais de quatro milhões de dólares e a detenção de nove suspeitos. Todas as notas americanas apreendidas, feitas em offset, eram de 100 dólares.

Redes estrangeiras

A dificuldade em obter boas cópias de notas de euro está, de resto, expressa na quantidade de exemplares apreendidos: apenas 11.567, aos quais corresponderam pouco mais de 493 mil euros, oito por cento do montante total dos valores confiscados no ano passado em Portugal. As notas de 20 e 50 euros são as preferidas dos falsificadores. Não são de montantes de tal modo exagerados que levantem imediatas suspeitas e, por outro lado, também não são de montantes de tal modo baixos que tornem menos rentável a sua contrafacção.

Os investigadores da PJ referem que são redes organizadas da América do Sul, sobretudo brasileiras, mas também do Leste da Europa, que, actualmente, mais dinheiro falso fabricam com qualidade. Para os falsários, mesmos os mais perfeccionistas, a maior dificuldade continua a ser a obtenção do papel com a gramagem ideal.

As duas "fábricas" detectadas no ano passado em Portugal eram, de acordo com o RASI, de fraca dimensão. Utilizavam impressoras de jacto de tinta e as notas que reproduziam tinham uma qualidade considerada bastante duvidosa, sendo quase impossível não serem detectadas caso as tentassem passar individualmente.

Para além dos dólares e dos euros, apenas mais 168 notas falsas relativas a outras divisas foram detectadas em Portugal durante 2010. Destacaram-se 101 exemplares de rands sul-africanos e 58 libras esterlinas. Curioso é também o facto de, apesar de o escudo português já ter saído de circulação há mais de dez anos, ainda agora continuarem a ser apreendidas algumas destas divisas contrafeitas.

Comparando os valores do dinheiro falso apreendido em Portugal com o de outros países europeus, pode dizer-se que este é quase residual. Em Espanha, Itália ou França, segundo referem fontes policiais, a contrafacção assume proporções várias dezenas de vezes mais elevadas.

O que parece "tabelado", seja em Portugal, seja noutros países da Europa, é o valor a pagar por cada uma das notas falsas. Embora o critério da qualidade apresentada continue a ser o mais importante, a regra diz que uma nota falsa é quase sempre negociada por 20 por cento do seu valor facial.

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