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12/04/2011 - Olhar Direto / Auto Esporte Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Renault conclui caso de espionagem e afasta diretor geral de operações


O caso de espionagem que abalou a francesa Renault e chegou a causar problemas diplomáticos com o governo chinês ganha mais uma página. A companhia anunciou nesta segunda-feira (11) que o diretor geral de operações, Patrick Pelata, renunciou ao cargo, o que foi aceito pelo CEO da Renault, Carlos Ghosn.

O pedido do afastamento do braço-direito de Ghosn vem após a divulgação, no mesmo dia, da conclusão de duas auditorias requisitadas pela montadora sobre o suposto caso de espionagem dentro da empresa no setor de desenvolvimento de veículos elétricos.

As denúncias levaram à demissão de três executivos injustamente, como concluíram as investigações. “As auditorias evidenciaram a cadeia de falhas e disfunções dentro da empresa, especificamente no que diz respeito à fiscalização e ao controle do departamento de segurança do grupo”, conclui o relatório divulgado em nota para a imprensa. Apesar da renúncia, Pelata não será afastado do grupo. Segundo Ghosn, as habilidades de Pelata são “um recurso valioso para o grupo”.

Para restaurar a confiança na empresa, diversas mudanças internas serão feitas na Renault. As conclusões da auditoria levaram à demissão de Rémi Pagnie, diretor de segurança do grupo, bem como de seus dois colegas de trabalho, Gevrey Dominique e Tixador Marc. Gevrey é o homem que obteve mais de 200 mil euros (US$ 289 mil) da Renault para pagar uma suposta fonte anônima que apontou a espionagem. Ele está detido atualmente, acusado por fraudes.

Quanto aos três executivos demitidos, Michel Balthazard, Matthieu Tenenbaum e Bertrand Rochette, Ghosn disse que haverá um "acordo de princípio" para compensá-los. Os detalhes não foram revelados. Outro executivo prejudicado por denúncias sem fundamento, Philippe Clogenson voltará à Renault no dia 2 de maio como diretor de desenvolvimento de negócios da Renault Consulting. Ele havia sido demitido em 2009.

De acordo com o CEO da Renault, o diretor do executivo, Jean-Yves Coudriou, a secretária-geral da marca, Laurence Dors, e o diretor jurídico, Christian Sr. Husson, serão afastados de suas funções enquanto a companhia decide o que fazer, todos ele estão envolvidos no caso de falsa denúncia. Outros cargos já foram alterados dentro da Renault, conforme as auditorias recomendaram à empresa francesa.

Para evitar situações semelhantes no futuro, a Renault anunciou a criação de um Departamento de Segurança da Informação.

Entenda o caso

O escândalo surgiu em janeiro passado, quando a fabricante de veículos apresentou denúncia à Justiça da França, dizendo que havia sido vítima de uma rede organizada internacional que tentou roubar da empresa informações econômicas, tecnológicas e estratégicas a favor de interesses estrangeiros. O foco da espionagem seriam os veículos elétricos, a principal aposta do Grupo Renault Nissan para os próximos anos.

O jornal "Le Figaro" publicou que a suposta rede de espiões havia movimentado uma conta bancária na Suíça e outra em Liechtenstein, com 500 mil euros e 130 mil euros, respectivamente, e apontou que o dinheiro procedia da China Power Grid Corporation, um gigante da distribuição elétrica com base em Pequim. No entanto, a China negou qualquer envolvimento no caso.

Ao mesmo jornal a Renault afirmou que não deu tempo de a empresa ser prejudicada. “Nenhum tesouro tecnológico ou estratégico, no que diz respeito a inovações, vazou para fora da empresa, incluindo as 200 patentes inscritas ou em processo de inscrição”.

A Promotoria investigou a atuação de Dominique Gevrey, funcionário do departamento de segurança da montadora, a quem a Renault dava dinheiro para que pagasse a informantes em troca de detalhes sobre o suposto vazamento de dados e as transações bancárias. O promotor Jean-Claude Marin disse que Gevrey foi encontrado pela polícia francesa no mês passado quando tentava pegar um voo para Guiné, na África.

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