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30/03/2011 - Folha de São Paulo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

PF diz que encontrou notas frias de R$ 9 mi em agência no AM

Por: Kátia Brasil


A Polícia Federal no Amazonas informou nesta quarta-feira que apreendeu computadores e 18 notas fiscais frias, no valor de R$ 9 milhões, na agência de publicidade Jobast Produções Cinematográficas, uma das responsáveis pela propaganda institucional do governo estadual.

A agência e a empresa Sistema de Comunicação Sol são alvo de uma investigação, aberta no ano passado, que apura crimes contra a ordem tributária, falsificação ideológica, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro.

Em Brasília, agentes federais apreenderam documentos na casa do advogado Afonso Luciano Gomes Amâncio, ligado à Sol. Durante a ação, ele agrediu um fotógrafo. Mas não houve prisão.

Segundo a PF, o esquema desviou ao menos R$ 50 milhões dos cofres públicos. Em 2006, a Jobast ganhou uma licitação da Fundação Muraki, mantenedora da Universidade Estadual do Amazonas, e subcontratou a Sol.

O objetivo do contrato era produzir programas audiovisuais de educação a longa distância. "Esta empresa Sol não existe, não tem movimentação financeira e nem empregados e se vale de laranjas", disse o delegado Domingos Sávio Pizon.

O policial afirmou que a Sol emitiu cem notas fiscais frias com valores entre R$ 600 mil a R$ 400 mil. "A Jobast quis justificar sua contabilidade com serviços fictícios", disse Pizon.

A investigação da PF começou durante o último ano da administração de Eduardo Braga (PMDB), que foi governador de 2003 a 2010 e hoje é senador. Neste período, o atual governador Omar Aziz (PMN) era vice de Braga.

OUTRO LADO

O sócio da Jobast, Jorge Bastos, não foi localizado pela reportagem. Seu advogado, Alberto Simonetti disse que as notas fiscais apreendidas pela Polícia Federal não são frias. "A empresa contratou a Sol, pagou e recebeu os serviços prestados. Se é fictícia ou não, a Jobast não tem responsabilidade por isso", afirmou.

Quanto às acusações, o advogado afirmou que a agência não sofreu ação fiscal. "A empresa está passando por uma auditoria particular. Se restar diferença de valores, a empresa vai recolher aos cofres públicos", disse.

O governo do Amazonas informou que o governo fez um convênio com a Fundação Muraki e esta contratou a empresa de publicidade Jobast. O Estado não informou se o governo abriu uma sindicância para investigar o assunto.

A Universidade do Estado do Amazonas informou que está colaborando com a investigação da Polícia Federal. Disse que encaminhou à polícia informações do contrato firmado com a fundação.

A reportagem não encontrou representantes da Fundação Muraki para falar sobre o assunto. O advogado Afonso Luciano Gomes Amâncio não foi localizado pela reportagem.

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