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30/03/2011 - Zero Hora Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

"Não sabemos onde foi parar o dinheiro", diz coordenador da Pastoral sobre suposto golpe

Por: José Luís Costa

Diplomata teria recebido a verba da Arquidiocese de Porto Alegre como contrapartida às obras de restauração da igreja Nossa Senhora da Conceição.

Em entrevista a Zero Hora desta quarta-feira, o padre Leandro Padilha, representante da Arquidiocese de Porto Alegre, confirmou que a Igreja não sabe onde está os R$ 2,5 milhões que seriam destinados à restauração de duas paróquias. O suposto golpe contra a Igreja mobiliza o governo de Portugal, que enviará um emissário para tentar esclarecer o fato.

Representando o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Vitor Sereno vai comandar uma inspeção diplomática para apurar o envolvimento do vice-cônsul de Portugal na Capital, Adelino Vera Cruz Pinto, no caso. O diplomata teria recebido o dinheiro da Arquidiocese como contrapartida às obras e deveria devolvê-lo até 31 de janeiro, o que não ocorreu.

Padilha acredita que o fato será ser esclarecido e o dinheiro devolvido até o dia 11 de abril. Ele falou sobre o episódio por telefone a Zero Hora na tarde de terça-feira. Leia trechos da conversa.

Zero Hora — A Arquidiocese vai recuperar os R$ 2,5 milhões?
Padre Leandro Padilha — Como estamos tratando com o vice-cônsul de Portugal e levando em conta as boas relações com o Brasil, acredito que tudo vai ser resolvido. Na sexta-feira, a embaixada de Portugal mandou dois representantes para conversar com dom Dadeus (Grings, arcebispo de Porto Alegre). Ontem à noite (segunda-feira), o vice-cônsul nos ligou para dizer que até 11 de abril o dinheiro será devolvido.

ZH — Os R$ 2,5 milhões foram arrecadações de fiéis?
Padre Leandro — São investimentos da Arquidiocese. É de praxe em projetos culturais que a entidade beneficiada entre com uma parte do recurso para garantir a execução do projeto. É aberta uma conta especial aqui para essa finalidade. Mas como o processo já estava em andamento e em um voto de confiança, para agilizar o recebimento da verba, foi depositado na conta do vice-cônsul. Agora não sabemos onde foi parar o dinheiro.

ZH — Como o senhor avalia a conduta do vice-cônsul em movimentar o dinheiro que foi depositado na conta dele?
Padre Leandro — Até agora, ele não disse o motivo da movimentação. A postura da Arquidiocese é de acreditar na pessoa, o tempo todo ele falava em nome do governo de Portugal. Hoje, se sabe, pelos representantes da embaixada, que ele não teria autorização para isso.

ZH — O fato de fazer um repasse antecipado de R$ 2,5 milhões não lhe pareceu estranho?
Padre Leandro — O projeto teria sido aprovado em Portugal, havia necessidade de abrir uma conta urgente e se achou mais viável usar a conta do vice-cônsul. Segundo o contrato inicial, até 31 de janeiro, ou viriam os R$ 12 milhões ou seriam devolvidos os R$ 2,5 milhões.

ZH — Houve ingenuidade?
Padre Leandro — Houve confiança, pelo cargo dele. Todo o tempo ele apresentava a possibilidade de o governo português participar do projeto.

Contraponto

O que diz Amadeu Weinmann, advogado do vice-cônsul

Dizer que meu cliente fez mal uso de dinheiro da Igreja Católica é uma afirmação grave que pode resultar em processo na Justiça. O vice-cônsul fez um favor para o padre, ajudando em obter recursos de uma ONG para a restauração. Foram para Portugal, mas Adelino não participou das negociações. O padre é quem se reuniu com a diretora da ONG.

A pedido do padre Ledur, Adelino emprestou sua conta corrente para depositar o dinheiro referente à participação da Igreja no projeto. Depois, meu cliente entregou o dinheiro para a diretora da ONG em Portugal. A ONG é que doaria o dinheiro, o governo de Portugal nada tem a ver com isso. Pelo que sei, o recurso para a restauração das igrejas será remetido. Atrasou porque foi feito um pedido, para a Paróquia Conceição, e, depois, para a de Triunfo.

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