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25/07/2007 - Auto Diário Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Audácia sem limites

Por: Fernando Calmon



Impactos positivos sobre o meio ambiente vêm despertando cada vez maior interesse sobre o álcool, apesar da oposição velada da maioria das grandes empresas petrolíferas. Estas têm fomentado falsos conflitos entre produção de alimentos e de energia. Coisas tolas como o bordão usado no passado e agora repetido: “Comida no solo; energia no subsolo”. No caso do Brasil, com seus 40 milhões de hectares só de áreas de pastagens livres (13 vezes superior ao que se planta hoje de cana-de-açúcar para obtenção de etanol), a possibilidade de falta de alimentos por escassez de terra é ridícula. De qualquer forma, o País fará um zoneamento de áreas cultiváveis para energia a fim de calar vozes de cunho político, de pura ignorância e até de má-fé.

Depois de 37 anos desenvolvendo a cadeia do álcool, do campo ao automóvel, a experiência brasileira ganhou o mundo. Um exemplo é a empresa Zeppini de São Bernardo do Campo (SP), especializada em equipamentos para postos de combustíveis, já presente em mais de 50 países, vislumbra grande crescimento no exterior. Marcelo Cyrino, gerente de vendas internacionais, surpreendeu-se com a repercussão de sua palestra sobre álcool em pleno IX Fórum Mundial do Petróleo, realizado em Cingapura, há um mês.

“Alguns me procuraram para saber como importar etanol. Mas a maioria queria pormenores sobre a nossa tecnologia de equipamentos que entram em contato com o combustível renovável, puro ou em mistura à gasolina. Eles consideram isso uma dificuldade, mas explicamos que desde 1984 temos total domínio das soluções e prontos para fornecer em grande escala”, ressaltou Cyrino.

Mas se estamos tão avançados neste ponto, falta muito para resolver algo impensável no exterior: fraude na comercialização de combustíveis no nível praticado aqui. Deve-se reconhecer o esforço por parte da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. No entanto, não dá para colocar um fiscal em cada um dos 33.000 postos e nem montar uma estrutura de bloqueio de acesso ou de retirada das bombas.

Na raiz do problema está mesmo a sonegação de impostos. Entre soluções criativas, surge a da Secretaria de Fazenda de Santa Catarina, que vem monitorando eletronicamente o volume vendido no bico da bomba, como a Receita Federal faz há tempos nas cervejarias. Em São Paulo, decisões recentes podem se transformar em golpe fatal contra a falsificação. Igualou-se ao da gasolina o imposto estadual sobre solventes e a multa foi aumentada. E o que já se deveria ter feito muito antes: todo o produto adulterado é confiscado no ato para doer bastante no bolso dos fraudadores. Falta o Governo Federal aumentar o controle e os impostos sobre o solvente, que não deixa de ser combustível como a gasolina, mas com muito baixo poder antidetonante. Fraudes tentam compensar com adição de tolueno ou de álcool.

Semana passada, um técnico do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em São Paulo (SP), sofreu seqüestro-relâmpago. O interesse era apenas nas amostras suspeitas de combustível recolhidas em alguns postos. Esvaziaram os frascos e liberaram o funcionário do IPT. A audácia dessa verdadeira máfia dos combustíveis parece sem limites.

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