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15/03/2006 - Jornal da Cidade de Bauru Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpistas tentam envolver emocionalmente as vítimas

Por: Rita de Cássia Cornélio


Quem não gostaria de atender ao telefone e ser informado que acabou de ganhar uma TV de 29 polegadas, uma moto Titan e quatro aparelhos celulares? Se você se entusiasma com este tipo de telefonema, é uma vítima em potencial. O golpista diz à vítima que para ela receber o prêmio basta adquirir cartões telefônicos e fornecer a ele os códigos. Com os códigos do cartão, ele carrega o celular. A vítima, ao não receber o prêmio, percebe que caiu em golpe. Anteontem, mais uma bauruense quase foi vítima do esquema.

Apavorando ou entusiasmando a pessoa que atende a ligação, os golpistas continuam atacando em golpes por telefone. A cada dia eles inventam ou modificam as modalidades e tentam de toda maneira o êxito na ação. A rapidez e a maneira no falar são convincentes e o número de registros na polícia acaba sendo aquém do real, uma vez que nem todas as pessoas registram o fato por medo ou por acreditarem que há pouco a fazer depois que o crime se concretizou.

A melhor maneira ainda é se prevenir, alerta o delegado titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Silberto Sevilha Martins, para quem a alternativa é não deixar que o golpista se prolongue na conversa. “Telefonemas que informem sobre acidentes ou que ofereçam prêmios e vantagens devem despertar a desconfiança do interlocutor”, orienta.

Na opinião dele, ao receber uma ligação suspeita, o atendente deve dar uma desculpa qualquer e desligar o telefone. “Se falarem sobre um acidente, ligue para a Polícia Militar ( 190), Bombeiros (193) ou Polícia Civil (147) para saber se aconteceu alguma coisa”, frisa. A recomendação do delegado é acompanhada de uma orientação. “O golpista trabalha com o emocional da pessoa e tira dela as informações que ele necessita para aplicação do estelionato, especialmente no caso do golpe do seqüestro e do acidente”, comenta.

O estelionatário, segundo delegado, liga aleatoriamente para um número e diz que é do Corpo de Bombeiros ou do Policiamneto Rodoviário e que há um acidente com mortos. Rapidamente, pergunta se a pessoa que está ouvindo tem alguém da família fora de casa. A pessoa se apavora e diz quem está fora e fornece as características. Em seguida, ele diz que não é acidente, mas que está com essa pessoa e que só irá libertá-la quando for depositada determinada quantia e uma conta bancária.

Além do golpe da premiação e do acidente, o da atualização de cadastro ainda vem sendo aplicado, alerta o delegado. “Eles dizem que é de uma instituição de caridade, por exemplo, e que precisam atualizar o cadastro. Com os dados, eles confeccionam documentos falsificados. De posse desses documentos, fazem compras e abrem contas bancárias”, relata.

As ligações, de acordo com Martins, estariam partindo dos presídios do Rio de Janeiro e de Campinas e há pouco a fazer. “As contas bancárias são de poupança e abertas com documentos frios. Eles retiram o dinheiro rapidamente após o depósito e nunca mais movimentam”, ressalta.


Telefone é uma arma

A cobradora Aline Ramos Marques, 24 anos, quase caiu em um golpe, anteontem. Ao atender o telefone de sua casa, numa ligação a cobrar, ouviu um pessoa com sotaque cearense dizendo que ela havia sido sorteada por usar uma determinada operadora de telefone.

Dentre os prêmios, constava uma moto, uma TV de 29 polegadas e quatro celulares. “O rapaz falava rápido e parecia bem treinado, semelhante ao pessoal de telemarketing. Ele pediu para eu pegar dois produtos da marca Nestlé e passar o código de barra para ele”, relata.

O estelionatário fez a vítima escolher uma operadora de celular e pediu para ela adquirir dez cartões de recarga de celular e passar a ele os códigos. “Eu disse que ia perder o prêmio porque não tinha dinheiro para comprar os cartões. Então, ele falou para eu adquirir só cinco cartões, para ganhar só dois celulares”, conta.

A vítima passou a desconfiar do interlocutor a partir do momento em que o golpista pediu o uso de sua imagem. “Ele disse que como eu era a ganhadora, eles iriam registrar o momento. Eu aleguei que o titular da linha era meu marido e ele não deu importância. Eu achei estranho porque sempre é o titular da linha quem ganha. Ele disse que eu tinha até as 17h para comprar os cinco cartões”, comenta.

Depois que ele desligou, a vítima ligou para seu pai. “Meu pai é que falou que era um golpe. Eu não procurei a polícia porque não cheguei a cair. Acho importante que as pessoas fiquem atentas porque os golpistas estão investindo e o telefone é uma arma”, diz.

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