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16/03/2011 - Campo Grande News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Jovem aplica “golpe do vigário” e lesa vítimas em quase R$ 400 mil

Por: Aline Queiroz

Autora criava histórias trágicas para sensibilizar vítimas e conseguir dinheiro.

Flávia da Fonseca Vilela, 29 anos, está presa suspeita de aplicar golpes que se aproximam de R$ 400 mil. Ela criava histórias, inventava personagens e, assim, recebeu o montante de apenas duas vítimas.

Este caso de estelionato é conhecido como “golpe do vigário ou da desgraça”. O autor, nesta situação, diz às vítimas que passa por uma situação difícil e, desta maneira, consegue sensibilizá-las.

Flávia foi presa na segunda-feira (14.03), instantes após receber R$ 1,1 mil de mulher de 55 anos, a segunda vítima das ações. Para ela, Flávia disse ser inventariante de duas crianças, João Pedro de 7 anos e Maria Fernanda de 3 anos.

Flávia falava à vítima que precisava de dinheiro para as despesas das supostas crianças paulistanas, cuja mãe havia falecido e o pai estava preso.

Ao longo da trama, que se arrasta desde 2008, Flávia chegou a “matar” Maria Fernanda em um falso acidente de carro este ano.

Envolvida pelo drama das crianças, a vítima chegou a chorar pela morte da menina. Para dar veracidade às histórias, a suspeita criou contas no programa de comunicação instantânea da internet, o “MSN”, com falsos familiares.

Era ela quem conversava com a vítima por meio destas contas. Uma delas tinha o nome do menino em declaração de amor à mulher, que tanto ajudou ao “órfão”.

Flávia conheceu esta vítima na igreja e, desde 2008, passou a morar nos fundos da casa dela porque não tinha onde morar.

Ela foi parar nesta casa depois de ser expulsa pela filha da primeira vítima. Entre os golpes aplicados contra a primeira vítima, uma mulher de 58 anos, e os familiares foram levados R$ 150 mil.

Investigações feitas pela Polícia Civil revelam que Flávia vivia de golpes desde 2002, quando conheceu a primeira vítima.

Para convencê-la, Flávia contava que a avó havia deserdado todos os familiares e que aguardava o fim do inventário para receber a herança estimada em R$ 1 milhão.

Com dó de Flávia, a mulher passou a ajudá-la e, de 2002 a 2007, conseguiu os R$ 150 mil. O golpe só terminou contra esta família porque a filha da vítima alvo da ação colocou um basta.

Sem ter para onde ir, ela conseguiu abrigo na casa da segunda vítima, enganada de 2008 até este ano. Com a história das crianças, ao longo de três anos, a mulher repassou à Flávia R$ 230 mil.

Os golpes só tiveram ponto final na tarde de segunda-feira, quando a Polícia conseguiu prender Flávia em flagrante. Denúncia anônima indicava que as duas chegariam a uma agência bancária na Avenida Eduardo Elias Zahran em um veículo Ford Ka preto.

Em campana no banco, os policiais flagraram o momento em que Flávia recebeu R$ 1,1 mil da vítima. Elas foram levadas à 4ª DP (Delegacia de Polícia), onde toda a trama foi desvendada e Flávia acabou autuada em flagrante por estelionato.

O delegado titular da 4ª DP, Wellington de Oliveira, não detalha o caso e disse que está em investigação.

Literatura - A inspiração para os personagens ela encontrou no livro “A Câmara de Gás”, de John Ray Grisham Jr., o sexto escritor mais lido nos EUA.

Evangélico batista tradicional, o escritor visitou durante anos o Pantanal, com a junta de missionários enviados pela igreja, nos Estados Unidos. Em Mato Grosso do Sul, eles ajudaram as igrejas locais e construíram uma quadra esportiva em Corumbá.

Da aproximação com o Brasil nasceu O Testamento, que trata de uma disputa entre herdeiros de um bilionário americano e envolve ambientações no pantanal, costurada por "drama espiritual" vivido pelo personagem chamado Nate. Grisham também situou boa parte do seu romance "O Sócio" em cidades brasileiras, notadamente Ponta Porã e Rio de Janeiro.

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