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16/03/2011 - Jornal da Cidade de Bauru Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Homem ‘despeja’ R$ 100 falsos na zona sul

Por: Vitor Oshiro

Em poucas horas, suspeito, que trocava de roupas a cada golpe, agiu em três lojas diferentes; polícia procura mais vítimas.

No mínimo três estabelecimentos comerciais da região sul de Bauru foram alvos de um homem que, durante a tarde de ontem, “despejou” cédulas falsificadas de R$ 100,00 no comércio da cidade. Em todas as lojas, o suspeito comprou objetos de pequeno valor, pagou com as notas falsas e recebeu o troco. A ousadia do golpista foi tão grande que, em um dos estabelecimentos, além de utilizar a falsificação, ele furtou um aparelho celular.

Em todas as ocasiões, o golpe somente foi percebido após o suspeito ter saído dos respectivos locais. Segundo depoimentos das vítimas, o homem tinha estatura baixa, barriga saliente, cabelos pretos e aparentava ser boliviano. Em cada um dos golpes, ele utilizava uma roupa diferente para não ser reconhecido.

O primeiro foi aplicado às 13h, na quadra 6 da Getúlio Vargas. No local, o homem, que trajava calça jeans e camiseta preta, comprou dois carrinhos, cujo valor total era de R$ 10,00. Com isso, recebeu o troco de R$ 90,00 ao pagar os produtos com a cédula falsificada.

Lucro idêntico ao do segundo golpe, aplicado cerca de uma hora depois na quadra 11 da alameda Octávio Pinheiro Brizola. No estabelecimento, o suspeito, que já estava vestido com roupas diferentes – camisa branca com listras pretas -, comprou um pacote de ração, pagou com a nota falsa e novamente recebeu o troco.

Já o terceiro caso ocorreu menos de duas horas depois, no shopping. Com camisa azul e bermuda cinza, o homem pediu três latas de refrigerante e pagou com a cédula falsificada de R$ 100,00, ficando mais uma vez com a quantia restante.

Nessa ocasião, além de aplicar o golpe, ele ainda foi mais ousado. Enquanto o balconista foi pegar as latas de refrigerante solicitadas, o suspeito furtou o aparelho celular da vítima.

A Polícia Militar foi acionada para verificar as ocorrências. Durante toda a tarde, foram realizadas diligências na cidade para tentar localizar alguém com as características citadas. Até o fechamento desta edição, ele ainda não havia sido localizado. Suspeita-se que mais comerciantes tenham sido vítimas do mesmo golpe.

Segundo os policiais da Base Sul que atenderam a ocorrência, uma das vítimas viu o suspeito saindo em uma motocicleta, entretanto, não conseguiu visualizar a placa e nem quaisquer outras características do veículo.

Tanto o pet shop quanto a cafeteria do shopping possuem sistema de monitoramento de vídeo. A Polícia Federal de Bauru, onde a ocorrência foi registrada e as três cédulas foram apreendidas, vai solicitar as imagens para tentar identificar o golpista.

As cédulas passarão por um perito, que confirmará a falsificação. Com isso, um inquérito policial será instaurado. “Esses suspeitos agem em rota. Fazem isso aqui e, depois, vão para outras cidades. Por isso é difícil localizá-los”.

Entretanto, os policiais afirmaram que há suspeitas de que o golpista já está na cidade há algum tempo. De acordo com eles, seguranças do shopping disseram que o homem com essas características frequenta o local há alguns meses.

Muito dinheiro falso

De acordo com o delegado da Polícia Federal José Fernando Amaral Júnior, em Bauru e em várias outras cidades do Brasil há um grande fluxo de moeda falsificada. “A maioria das falsificações é de R$ 50 e de R$ 100. Em Bauru, o maior número de registro é na área central da cidade. O golpista se aproveita do grande movimento do comércio e age”, aponta.

Porém, ele afirma que muitas pessoas recebem a nota falsa e não registram a ocorrência. “É muito importante que eles venha até a polícia e entreguem essa cédula falsificada. Somente com esses registros podemos agir”.

O delegado ainda alerta que quem tentar colocar uma cédula falsa em circulação depois de tomar conhecimento de sua falsidade está cometendo crime. Se comprovado tal intenção, a pessoa pode ser condenada a pena de 6 meses a 2 anos de detenção.

Já o ato da falsificação em si é crime previsto pelo artigo 289 do Código Penal, com pena de 3 a 12 anos de prisão.

Notas falsificadas

A reportagem teve acesso às três notas e constatou vários sinais de falsificação. Além de serem confeccionadas de um papel mais grosso – quase semelhante à espessura de um sulfite -, as notas ainda apresentavam outras irregularidades, como numerações iguais em duas delas e deformidades na figura exposta na marca d’água.

Segundo o delegado da Polícia Federal de plantão, José Fernando Amaral Júnior, o comerciante deve ficar bastante atento para não levar prejuízos. “O vendedor deve prestar muita atenção. Se ele não tem conhecimento, deve procurar orientação em estabelecimentos bancários para saber como distinguir uma nota falsa de uma verdadeira”.

Segundo o Banco Central do Brasil, alguns pontos podem identificar uma falsificação. Um desses traços é exatamente a marca d’água, cuja ausência consta em 60% das notas falsificadas retidas no banco.

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