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16/03/2011 - Diário Catarinense Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Cuidado com o novo golpe do bilhete

Por: Anderson Silva

Quadrilha já enganou três pessoas só neste ano em Blumenau. Servidor público perdeu R$ 8 mil.

Paulo (nome fictício) economizou por anos para construir uma casa. Mas bastou uma hora para que perdesse R$ 8 mil que investiria na obra. Pensando que ganharia R$ 10 mil, ele caiu em uma variação do golpe do bilhete premiado. O sonho do servidor público de 65 anos foi destruído por três estelionatários, que já fizeram outras três vítimas em Blumenau em 2011.

Por volta do meio-dia de uma quinta-feira, foi abordado por um homem manco e maltrapilho, que lhe mostrou um recibo de R$ 400 mil. Sem saber o que fazer com aquela nota, pediu ajuda a Paulo. Um suposto engenheiro florestal entrou na conversa e disse que o recibo era referente a um dinheiro a ser sacado. Ao avistar uma moça, o engenheiro a identificou como filha do proprietário da empresa que teria de fazer o pagamento e disse que a conhecia.

Chamada para verificar o recibo, a mulher ficou de entregar a quantia em uma hora. O homem manco pediu que Paulo e o suposto engenheiro o ajudassem nesta uma hora e se propôs a dar a cada um deles R$ 10 mil como recompensa. No entanto, afirmando ter medo de ser lesado, pediu que Paulo e o engenheiro lhe entregassem dinheiro como garantia.

O engenheiro buscou R$ 30 mil em um apartamento e depois acompanhou Paulo a uma agência bancária, onde ele sacou os R$ 8 mil. Com o dinheiro de Paulo em mãos, o homem manco pediu água a ele. Assim que ele saiu para pegar a água, os criminosos fugiram.

– Somente naquele momento senti que era um golpe, eu ainda estava inocente naquele caso – lamentou.

A atuação dos criminosos não é isolada, segundo o subcomandante do 10º Batalhão da Polícia Militar de Blumenau, major Mário Sidnei Rossi:

– Eles circulam com frequência por Santa Catarina e, geralmente, integram grupos que não atuam muito distantes de um ponto ao outro.

Rossi destaca que, na maioria das vezes, são três pessoas que agem, e quase sempre da mesma forma. Primeiro, aparece uma com roupas simples e características humildes, depois vem uma bem vestida e o terceiro golpista age por telefone ou pessoalmente, dependendo do golpe.

A delegada Brícia Costa, da Central de Polícia, investiga os casos.

– Já pedi a prisão temporária de cinco suspeitos – disse a delegada, que revelou que os suspeitos são do PR, mas moram em SC.

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