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14/03/2011 - Capital News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Empresa denunciada pelo Fantástico por fraudes de licitação tem negócios em MS

Por: Eduardo Penedo


A empresa paranaense Perkons acusada de fraudas licitações mantém negócios em Mato Grosso do Sul desde 22 de dezembro de 2008 quando venceu licitação de R$ 12,3 milhões para explorar serviços contínuos de gerenciamento eletrônico de trânsito no Estado. A empresa foi denunciada neste domingo durante reportagem do programa Fantástico da Rede Globo.

O Departamento de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detram-MS) homologou o contrato com a Perkons em 19 de fevereiro de 2009. Mas, logo no segundo mês de vigência, o valor foi reduzido para R$ 11,7 milhões. No ano seguinte a autarquia prorrogou o contrato por mais 12 meses, sendo encerrado em 11 de março deste ano.

Nesse período, a Perkons era responsável pela instalação, manutenção e operação de medidores de velocidade e radares nos municípios de Campo Grande, Sidrolândia, Ponta Porã, Dourados, Corumbá, Rio Brilhante, Maracaju, Bonito, Ladário, Três Lagoas e Aquidauana.

Segundo a reportagem do Fantástico, a Perkons diz que inventou a lombada eletrônica e é líder no segmento no Brasil. Alexandre Carvalho representa a empresa no Rio Grande do Sul. Logo no começo, ele revela como garantir a Perkons como a fornecedora dos radares para uma prefeitura, antes mesmo de começar a licitação: preparando um edital viciado.

Quem senta para negociar é o gerente da Perkons, Jobel Araújo, que confirma a oferta de propina feita pelo vendedor Alexandre Carvallho.

“O Alexandre me falou 8,5% daquele valor, mais que isso começa a ficar inviável”, diz.

A empresa preparou o edital sem realizar um estudo técnico, como manda a lei, para saber se nesses locais é necessário instalar os radares. Preste atenção no edital: Rua Gralha Azul. Este é o endereço que apareceu no começo da reportagem. Na viela de chão batido, a empresa confirma a necessidade de instalar lombada eletrônica. E nas quatro faixas. Que faixas são essas?

“É um absurdo, uma falta total de critério. Ela não é nem pavimentada. Não tem as mínimas condições técnicas para que se justifique a implantação de uma lombada eletrônica”, avalia o engenheiro de trânsito Mauri Pânitz.

Outras revelações comprovam a falta de critérios para instalar radares no país. Em Curitiba, há empresas que oferecem negócios mais lucrativos para as prefeituras corruptas. O encontro com o Alexandre Matschinke, vendedor da Dataprom, revela uma cena de corrupção explícita.

“Se tu me ‘der’ abertura para eu ir lá e montar o teu projeto inteiro, ‘você’ vai me falar: ‘Eu quero 15%, eu quero 10%’. Eu coloco isso no valor”, diz Alexandre Matschinke.

Ele admite que o custo da propina sai do bolso do contribuinte. Esqueça os percentuais comuns nesse tipo de negociação. Aqui, é tudo no meio a meio.
A prefeitura de Campo Grande informou por meio da assessoria que a documentação da empresa junto ao órgão público está em dia e os cronogramas de trabalho têm sido cumpridos normalmente.

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