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14/03/2006 - Gazeta do Povo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Cuidado com golpe em sites de leilões

Por: Marco Sanchotene


São Simão era um dos 12 apóstolos de Jesus Cristo. Chamado de “zeloso”, não se parece nem um pouco com um vendedor do site de leilões Mercado Livre (ML) que emprestou seu nome e que possivelmente enganou dezenas de pessoas desde o dia 3 de março. Uma delas foi o assistente administrativo Danilo Lemos Pereira, que teve dor de cabeça ao tentar comprar alguns aparelhos de mp3. Navegando pelo ML, ele encontrou um outro aparelho, conhecido como pendrive multifuncional, com gravador de voz, rádio FM e 1GB de capacidade por apenas R$ 185. O vendedor, Alan César de Araújo, de apelido São Simão no site, dizia que o preço estava baixo por ter arrematado os produtos em um leilão da Receita Federal.

Pereira deu o lance em um mp3 player e, após entrar em contato com o vendedor por e-mail, pediu mais quatro. O primeiro saiu por R$ 190 e os outros quatro por R$ 160, o que dava R$ 840 no total mais o preço do Sedex a cobrar, de R$ 40, que ele depositou previamente na conta de São Simão. Quando a encomenda chegou, Pereira perguntou se podia abrir o pacote antes de pagar, mas descobriu que isso não era possível. Foi então que ele levou um susto. Ao invés das caixas com os mp3 players, o vendedor mandou uma caixa falsa, feita com cartões telefônicos usados, repleta de pacotes também de cartões para fazer peso.


Pereira viu que havia caído no conto do vigário e tentou reaver seu dinheiro, mas a gerente da agência dos Correios onde estava disse que ele precisaria de um mandado judicial. “Fui no Juizado Especial, na Justiça Federal, no Procon, reclamei nos Correios e no Mercado Livre, mas não consegui nada”, lamenta. Na Justiça, o orientaram a procurar um advogado. Indicado por um amigo, um profissional disse que o processo todo iria custar cerca de R$ 700. Quase o mesmo valor que ele queria de volta e sem ter a garantia de recebê-lo.

Os Correios alegam que não têm responsabilidade sobre o caso, pois apenas prestam um serviço. O Procon marcou uma audiência conciliatória com o Mercado Livre para o dia 11 de maio. O problema é que, até sexta-feira passada, os Correios iriam fazer o pagamento ao suposto estelionatário.

Pereira procurou então a ajuda do Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber), delegacia da Polícia Civil especializada em delitos virtuais, que conseguiu uma decisão favorável para o bloqueio e devolução do dinheiro. “A Justiça foi bem ágil, porque o Danilo guardou todos os documentos que provaram a transação e essa é a nossa recomendação. Também é bom verificar se o vendedor já teve problemas com outros compradores e se o site é confiável”, explica o delegado do Nuciber, Demetrius Gonzaga de Oliveira. “Outra dica é olhar o documento dos Correios que informa o que consta na caixa.”

São Simão, pelos últimos cálculos, lesou mais de 80 pessoas, que não deixaram barato e organizaram um dossiê com várias informações pessoais sobre ele na internet. Pesquisando na rede, os enganados descobriram que o vendedor já havia sido acusado de ludibriar os participantes de um site mundial de troca de cartões telefônicos. Agora, o Nuciber do Paraná vai enviar o inquérito para a delegacia especializada de São Paulo, para que ela tome as devidas providências. Pela lei, o crime de estelionato prevê pena de um a quatro anos de reclusão mais multa.

Serviço: Nuciber – Rua José Loureiro, 376, centro – (41) 3323-9448.

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