Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


ÚLTIMOS TREINAMENTOS DE 2017 SOBRE FRAUDES e DOCUMENTOSCOPIA

Veja aqui a programação dos últimos treinamentos sobre Falsificações e Fraudes Documentais (16/11) e sobre Prevenção e Combate a Fraudes em Empresas (30/11).

Acompanhe nosso Twitter

10/03/2011 - O Estado de São Paulo / Ag. Estado Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Doleiro enviou US$ 20,7 milhões para os Estados Unidos

Por: Fausto Macedo

Marco Cursini, cuja delação é tida como peça-chave para manter Castelo de Areia, operou conta em nome de offshore das Ilhas Virgens.

O doleiro Marco Antônio Cursini, que a Procuradoria da República aponta como personagem-chave para manter de pé a Operação Castelo de Areia, movimentou US$ 20,7 milhões no exterior em conta de titularidade da offshore Goldrate Corporation - com sede nas Ilhas Virgens Britânicas e controlada por ele. Laudo da Polícia Federal mostra que o fluxo de recursos, supostamente de empresários e políticos, se deu entre janeiro de 2000 e junho de 2002.

Sob acusação de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e sonegação, Cursini foi condenado em 2009 a 3 anos e 3 meses de prisão, convertida em prestação de serviços comunitários impostos pela Justiça Federal em São Paulo, e multa de R$ 2 milhões.

Cursini é o autor da delação premiada que, na avaliação do Ministério Público Federal, pode ser a peça crucial para impedir o arquivamento da Castelo de Areia - investigação da PF sobre crimes financeiros atribuídos a três executivos da Construtora Camargo Corrêa. Em seu relato, ele confessou serviços que teria prestado para um ex-ministro do governo Lula, apontou nomes de políticos e citou Kurt Paul Pickel, doleiro que, segundo Cursini, fazia câmbio para os dirigentes da empreiteira.

Na próxima terça-feira, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) retomará julgamento do habeas corpus 159159/SP, por meio do qual a defesa da Camargo Corrêa pretende trancar o processo judicial sob alegação de que os executivos não cometeram crime e que interceptações telefônicas e outras medidas invasivas foram autorizadas pela 6.ª Vara Criminal Federal em São Paulo com base exclusivamente em denúncia anônima.

A Procuradoria afirma que a delação de Cursini, feita em 2007, também deu sustentação à Castelo de Areia. A defesa, porém, alega que o depoimento do doleiro foi ocultado pela 6.ª Vara e que a Procuradoria tenta "confundir" os ministros do STJ.

Esquema CC5. Cursini já foi apontado pela PF como um dos mais atuantes doleiros do País, com escritório na Rua Joaquim Floriano, no Itaim-Bibi, zona sul de São Paulo. Inquérito da PF, que deu base à sua condenação, apurou que ele manteve a conta da Goldrate Corporation no Merchants Bank de Nova York - os ativos de cidadãos brasileiros depositados no Merchants foram bloqueados pelos Estados Unidos, por ordem da United States District Court of New Jersey.

A PF constatou que Cursini foi um dos principais operadores do esquema CC5, contas mantidas no País por residentes no exterior. Rastreamento da Receita indica que 11,2 mil brasileiros enviaram R$ 1,76 bilhão para paraísos fiscais. Cursini realizou 417 ordens de transferência em dois anos e meio de atividade.

Segundo o Ministério Público Federal, "a conta Goldrate no Merchants Bank facilitou a ocultação dos valores, dificultando a arrecadação tributária, a persecução criminal, o arresto de tais valores e o reconhecimento das pessoas físicas e jurídicas que, fugindo do controle das autoridades brasileiras e, em detrimento das reservas cambiais nacionais, utilizaram-se dos serviços dos doleiros para cambiarem moeda, evadirem divisas e manterem recursos no exterior criminosamente". Para a Procuradoria, Cursini adotou "esquemas típicos de lavagem de dinheiro".

A PF constatou que a Goldrate Corporation "não era uma empresa real, com sede física e atividades comerciais reais".

Cursini não retornou contato do Estado. Seu advogado, Antônio Figueiredo Bastos, também não se manifestou.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 159 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2017 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal