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16/03/2006 - Amazônia Jornal Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Vítima de estelionatário tinha dívidas no valor de R$ 35 mil


A prisão de membros de uma quadrilha de estelionatários foi um alívio para Orlando Alves Ladeira de Lima, vítima desse tipo de crime. Entretanto, o estresse que ele passou enquanto existiam dívidas em seu nome não tem como ser sanado. As dívidas ultrapassavam R$ 35 mil. Além disso, Orlando reclama que mais de R$ 1 mil, que foram descontados de seu contracheque por conta das dívidas que ele não contraiu, ainda não foram estornados.

A dor de cabeça da vítima começou no dia 24 de setembro do ano passado, quando ele recebeu via sedex um envelope com um contrato de empréstimo, sem ele ter havido solicitado o mesmo. No documento constava que Orlando havia pedido R$ 12,68 mil de empréstimo no Banco Industrial do Brasil, de São Paulo. O valor seria pago em 60 parcelas de R$ 509,00, o que totaliza R$ 30,54 mil. A primeira parcela foi descontada no dia 10 de novembro e a última, seria em 2010. 'No documento todos os dados estavam certos, menos o telefone e o endereço. Estava certo o endereço só no envelope do sedex', contou.

Orlando Alves foi ao INSS, onde descobriu que tinham feito um empréstimo em seu nome, mas sem seu consentimento. Ele registrou queixa na Seccional de Icoaraci e reclamou no Procon, onde foi marcada uma audiência no dia 3 de abril. O INSS mandou o Banco Industrial do Brasil se retratar do engano. O banco revelou que o empréstimo fora feito por telemarketing, sem um contrato assinado. Durante dois meses foram descontados R$ 509,00 no contracheque de Orlando. Para ter de volta o dinheiro, ele foi à Justiça Federal, que pediu a suspensão do pagamento e o ressarcimento do mesmo. 'O valor não é mais descontado, mas o ressarcimento não saiu porque tem que esperar a ação da Justiça Federal', explicou.

Orlando teve ainda uma outra surpresa ao pagar a primeira parcela da compra de um DVD e de um aparelho celular em uma loja. O valor, R$ 934,00, foi parcelado em dez vezes, mas na hora de pagar havia uma dívida de mais de R$ 5 mil. O gerente da loja disse que havia sido tirado a segunda via do cartão do estabelecimento. Orlando chegou à conclusão que a dívida foi contraída pelo mesmo estelionatário. Orlando pagou apenas a dívida que contraiu intencionalmente e registrou uma queixa na Seccional do Comércio. 'Nunca emprestei nem perdi meus documentos. Não sei como alguém descobriu o número do meu CPF, RG e até número de aposentadoria', diz.

Orlando contou que, na época em que essas dívidas surgiram, não dormia bem e seu problema de hipertensão se agravou. 'Tomava dois remédios por dia, em vez de um', falou. Mais tarde, Orlando descobriu que o documento falsificado com os seus dados tinha órgão emissor, assinatura e data de emissão diferentes.

A coordenadora geral de benefícios da diretoria colegiada do INSS, em Brasília, Ana Adail Mesquita, afirmou que há muitas reclamações similares às de Orlando no INSS. Ana Adail diz que, para evitar esse tipo de problema, a pessoa não deve dar seus documentos a ninguém. 'Tem gente que oferece cesta básica e para pegá-la a pessoa deve mostrar os documentos, mas normalmente é fraude', conta a coordenadora.

No caso de alguém sofrer esse tipo de fraude, deve ir à delegacia registrar um boletim de ocorrência e levá-lo ao INSS. De posse do documento, o INSS pede para o banco enviar os dados da pessoa que pediu o empréstimo. Se os dados forem diferentes, o que caracteriza a fraude, o banco deverá estornar o dinheiro que foi descontado e cancelar descontos futuros. 'Se o banco não fizer isso, o INSS suspende a operação e fica sujeito à revogação do convênio do INSS com o banco. Já há casos de ocorrências assim', revelou Ana Adail.

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