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06/08/2007 - farmacia.com.pt Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Doentes pagos para aderir aos tratamentos

Por: Carla Teixeira


Na semana passada foi anunciado em Inglaterra que os toxicodependentes locais estariam a receber vouchers para fazer compras em centros comerciais em troca da sua adesão aos tratamentos médicos. Na última edição do «British Medical Journal» dois especialistas defendem visões opostas da medida, que está a gerar polémica no país. Afinal, devem os doentes ser de alguma forma recompensados pela sua adesão à medicação que lhes é receitada, ou o simples facto de com a toma de fármacos estarem a melhorar o seu estado de saúde deverá ser suficiente, e qualquer forma de pagamento eticamente condenável?

Tom Burns, psiquiatra do Warneford Hospital, em Oxford, considera que o estímulo à cooperação dos doentes através de uma recompensa não é uma atitude nova, e salienta que grande parte das instituições de tratamento de doentes mentais tem o hábito de recompensar os pacientes pelas atitudes saudáveis que estes tomam.

Na opinião daquele especialista, “os incentivos de ordem financeira não são diferentes” nem constituem “exploração dos doentes em situação económica desfavorecida”, já que, segundo Tom Burns, “saber se a recompensa traduz uma justa valorização da atitude do doente ou a imoral exploração da condição desfavorecida em que vive depende de um conjunto de circunstâncias em que a remuneração é atribuída, e não da transacção em si mesma”.

Visão diferente do fenómeno tem Joanne Shaw, chairman da Ask About Medicines, para quem o pagamento pela adesão dos doentes não é a solução para diminuir os números da não participação dos doentes nos seus tratamentos, que deveriam ser assuntos de enorme relevância para o próprio. Na opinião daquela especialista, o pagamento da adesão do doente ao tratamento, seja em dinheiro ou em benefícios de outro género, potencia o surgimento de um efeito perverso, minando a aliança terapêutica que deveria existir sempre entre o paciente e o médico que o assiste.

A responsável considera ainda que, “no momento em que entra dinheiro na equação, estão criadas condições para a ocorrência de fraudes”. Convencer os pacientes a aceitar o tratamento de que necessitam é “um problema real e genuíno”, mas pagar para isso subverte o princípio de que eles estão a tratar deles mesmos. A atribuição de uma recompensa “pressupõe que estão a fazer algo que não é inerente aos seus interesses, o que neste caso não ocorre”, explica.

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