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28/02/2011 - Gazeta de Alagoas Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpistas enganam os consumidores mais atentos durante telefonemas

Armadilhas usam números de cartões de crédito e levam a prejuízos de até R$ 320 mi anuais às operadoras.

Se a oferta é grande, o melhor mesmo é desconfiar. Ao atender telefonema de um vendedor muito convincente, com respostas na ponta da língua, oferecendo viagens, assinaturas de revistas, premiações referentes a pontos no cartão de crédito e até empréstimo bancário, o consumidor deve acender o alerta e não divulgar nenhum dado pessoal. Antes de fornecer o número do cartão para ter acesso aos benefícios prometidos, é preciso certificar que o contato não está por trás de uma fraude. Somente no ano passado, os golpes que utilizam como ferramenta os cartões de crédito, movimentaram cerca de R$ 320 milhões no Brasil. As estimativas são do setor financeiro, que monitora o impacto das fraudes no segmento.

No país, os golpistas se tornam cada vez mais criativos, a ponto de deixar na dúvida até mesmo consumidores bem perspicazes. A modalidade que oferece troca de pontos acumulados no cartão de crédito por premiações é uma nova febre. Como o mercado de cartões é dominado por duas grandes bandeiras, ficou fácil, com um simples blefe, acertar os consumidores. Pelo telefone, é iniciada a venda de falsos serviços, que têm como alvo o número do cartão e CPF do consumidor. A principal dica é saber que bancos e operadoras de cartões de crédito não entram em contato com seus usuários, a menos que uma comunicação já esteja em curso, tendo sido iniciada pelo próprio cliente.

Preocupada com problemas de saúde na família, a dona de casa Ivone Cunha foi surpreendida pelo telefonema de uma suposta vendedora da Editora Globo. Geralmente, a dona de casa é bastante astuta, mas neste dia específico, acabou caindo na lábia da golpista, o que lhe rendeu dor de cabeça e preocupações. “Foi lançada uma cobrança no cartão de crédito da minha mãe, como se ela tivesse feito a assinatura de revistas”, conta a produtora de eventos Jaqueline Cunha, filha da dona de casa. Segundo Jaqueline, no telefonema, a suposta vendedora anunciava que a dona de casa tinha pontos acumulados no cartão Visa, que poderiam ser trocados por prêmios, desde que fossem feitas assinaturas, com valor superior a R$ 400.

A fraude foi rapidamente descoberta. O número deixado para contato com a “vendedora” era falso. Jaqueline também constatou que sua mãe não tinha programa de pontos no cartão, assim, o valor lançado na fatura foi estornado. “O que achamos estranho foi o vendedor ter conseguido lançar o débito no cartão de crédito.” Segundo informou a Editora Globo, ex-assinantes é que recebem telefonemas em casa. Em outros casos, o contato feito não é por parte da empresa. A editora não esclareceu, no entanto, o fato de o débito ter sido lançado na fatura da consumidora com a bandeira da empresa.

Apesar de ser casos de polícia, os golpes representam uma preocupação para as entidades de defesa dos consumidores. “No caso dos cartões de crédito, os clientes têm direito à restituição dos valores. Os bancos são responsáveis solidários”, aponta Lillian Salgado, advogada da Associação Nacional dos Consumidores de Crédito (Andec). Segundo ela, o consumidor não deve fornecer seus dados por telefone. Só devem divulgá-los a empresas de sua confiança. A advogada ressalta, ainda, que é dever das instituições zelar pelo cadastro de seus clientes, e que o hábito de ligar para a residência dos consumidores, oferecendo qualquer tipo de produto, é uma prática abusiva, prevista no Código de Defesa do Consumidor.

Sem acesso

A gerente de relações corporativas da Visa Brasil, Sabrina Sciama explica que a operadora não tem acesso ao banco de dados de seus usuários. “A fatura é enviada ao cliente pelo banco.” Segundo ela, o fato explica porque as operadoras não fazem contato com o consumidor. Ela reforça que a única forma de um portador de cartão de crédito receber telefonema da operadora é se ele tiver iniciado um contato prévio. E o que o sistema financeiro tem feito para proteger seus clientes? De acordo com a gerente da Visa Brasil, existe espaço reservado no site da operadora para dicas de segurança. A operadora também trabalha junto aos bancos, que têm áreas específicas para tratar fraudes. O lançamento dos cartões com chip também são uma tentativa para conter os golpistas.

Há cerca de seis meses o engenheiro Lúcio Fernandes recebeu em casa o telefonema de uma suposta funcionária de sua operadora de crédito. “De forma bem clara e convincente ela me alertava que aquele era o último dia para trocar meus pontos no cartão de crédito por eletrodomésticos. No momento de fornecer o número do cartão, fiquei receoso e desisti. Preferi perder a suposta troca”, conta. “Em muitos casos, estas pessoas não têm os dados dos clientes. Tentam um blefe”, alerta Sciama.

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