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25/02/2011 - Circuito Mato Grosso Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Testemunha revela detalhes de fraudes no PAC


Uma mulher está disposta a comparecer ao Ministério Público Federal e contar tudo que sabe sobre o escândalo das obras do Programa Federal de Aceleração do Crescimento - o PAC - em Várzea Grande.

Ela contou, que as pessoas envolvidas no escândalo, já contavam as obras como certas. “Sim, eles sempre falavam que já estavam no papo as obras de Várzea Grande”, conta a testemunha que prefere não se identificar.

Um dos envolvidos, segundo ela, é Dito Loro, que na época da licitação era presidente do Departamento de Águas e Esgoto, o DAE. Segundo a testemunha, Dito Loro tinha ligações com os donos das construtoras. "Chegou o Dito e falou que muitas empresas iam participar das licitações e que tinha que dar um jeito de tirar as demais empresas para ficar o grupo de Cuiabá”, conta.

Dito Loro negou que houve algum tipo de irregularidade quanto escolha das construtoras: “Não tem nenhuma de nossas licitações que foram feitas, que tenham menos de 20 empresas participando. Quer dizer que as 20 empresas que estavam participando estavam pré-selecionadas?”, questiona.

Os telefones dos envolvidos foram grampeados pela Polícia Federal com autorização da justiça. Numa das escutas o então deputado estadual, Carlos Avalone, falou com seu irmão, chamado Marcelo. Ele é proprietário de uma das construtoras que realizava a obra, durante o telefonema conversaram sobre a diferença de valor num pagamento que seria feito para as empresas. Durante a conversa Carlos Avalone afirmou: " O cara já identificou lá um problema grande a nosso favor. Uma mudança lá vai dar uma diferença grande a nosso favor ".

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União apontou superfaturamento nas obras em mais de R$ 6 milhões de reais. Por causa desse valor novos repasses foram suspensos, mas a prefeitura de Várzea Grande conseguiu reverter a decisão na justiça. O então procurador do município Antônio Roque, ligou para Dito Loro para comunicar que a verba estava liberada.

Em uma das escutas, Dito Loro aconselhou Carlos Avalone sobre o que deveria fazer para receber o dinheiro. “ Como não constou que era para pagar o que tava feito, você entra com esse procedimento questionando o tribunal para o tribunal posicionar favorável a isso", explicou Dito Loro. De acordo com as escutas, o prefeito Murilo Domingos queria que o problema desaparecesse e propiciar também o pagamento das empreiteiras.

O advogado dos empresários e também de Carlos Avalone disse que não houve superfaturamento nas obras do PAC em Várzea Grande. Afirmou que os preços dos materiais seguiam uma tabela nacional usada pela Caixa Econômica Federal e Tribunal de Contas. O advogado negou que as construtoras tenham sido favorecidas. E disse que as escutas foram consideradas ilegais pela justiça.

Segundo o advogado Francisco Faiad, que defende as construtoras, o presidente do Superior Tribunal de Justiça manteve o arquivamento do caso Pacenas. Já o atual procurador do município de Várzea Grande, Geraldo de Oliveira, contou que as obras do PAC foram retomadas em alguns lotes. E nas áreas onde as obra estão paralisadas, a prefeitura negocia a transferência dos serviços com o governo do estado.

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