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21/02/2011 - Portal Amazônia Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Servidora exonerada da Alepa por fraude se defende


BELÉM - A única servidora da Alepa (Assembleia Legislativa do Pará) exonerada por conta do caso de fraudes no pagamento da folha salarial da instituição, Mônica Alexandra da Costa Pinto, ex-chefe da Seção de Folha de Pagamento, defendeu-se da acusação com uma entrevista coletiva neste domingo (20).

As perguntas foram direcionadas ao advogado da ex-servidora, Luciel Cachiado, que apresentou os contratos de empréstimos que Mônica fez para um banco particular para mostrar que o valor total que ela recebeu foi de R$ 145 mil, sendo R$ 105 mil no primeiro pedido e R$ 40 mil no segundo. Ela disse ainda que o terceiro contato com o banco foi um refinanciamento para pagar os dois empréstimos pedidos. A argumentação para a exoneração de Mônica é referente a um rombo de R$ 2 milhões nos cofres da entidade.

Em entrevista ao Portal ORM, Mônica Pinto ressaltou: 'a acusação contra mim é totalmente caluniosa. Houve, sim, empréstimos no meu nome, mas não no valor absurdo que ele colocam'. Os empréstimos foram pedidos na virada do ano de 2009 para 2010.

A acusação afirma que, por conta dos empréstimos pedidos pela ex-servidora, que teria falsificado a assinatura para ser considerada efetiva ao invés de comssionada, a Alepa terá que pagar ao banco mais de R$ 750 mil, por conta dos juros da dívida, que a ex-servidora não quitou. Mas Mônica ressaltou que deveria ter sido cobrado dela apenas os R$ 145 mil que ela pediu e não mais de R$ 750 mil. A Alepa argumenta que o valor chegou a este montante por conta dos juros.

Além disso, a ex-servidora contou que não foi a única a emprestar dinheiro. 'É verdade que os servidores não poderiam pegar empréstimo consignado, mas o banco abria exceção para alguns, de acordo com o cargo que exercia, com o tempo de serviço, que, aliás, tenho 16 anos de Assembleia, e outros aspectos mais', disse.

Ainda em relação à acusação, Mônica lembrou que não está no cargo de chefia da Seção de Folha de Pagamento desde 2007, quando assumiu interinamente a Divisão de Pessoal. 'O servidor Max Ribeiro foi quem ficou com a Seção de Folha de Pagamento, pelo menos até 2010, quando, inclusive, saí de licença acumulada por motivos pessoais', conta e ressalta: 'A atual gestão da Alepa assumiu no dia 2 de fevereiro de 2011'.

Antes do final da entrevista, Mônica da Costa Pinto declarou ainda: 'Não recebi nenhuma notificação sobre essa acusação. Não pude nem me defender. Soube da tentativa que estavam fazendo de me exonerar através da imprensa como todo cidadão soube. Estou me defendendo por parte. Ainda não acabou. Não sei bem ainda quem está por trás destas acusações, mas se este irresponsável está falando essas coisas, ele tem que ser mais específico, porque, como vai se falar de um rombo de R$ 2 milhões e não explicar de onde vem esse rombo. Se é de licitação, contratos, enfim. Hoje, eu desconheço isto, mas vou procurar me informar melhor!', avisa.

O caso

Após a descoberta do débito milionário no saldo da Alepa, o presidente, Manoel Pioneiro, declarou a exoneração de Mônica Alexandre da Costa Pinto, alegando que ela seria apenas uma das pessoas que estariam envolvidas no desvio do dinheiro.

Pioneiro salientou que o esquema fazia parte de um 'caso isolado' e que 'não havia nenhuma relação com a Casa. Não tenho nada a ver com a administração passada' e que não há como informar sobre o montante dos recursos desviados nem sobre quantos servidores estariam envolvidos, por estar no cargo há apenas 16 dias. 'Nós não temos esse levantamento, mas em breve será divulgado. Só temos o nome de uma pessoa envolvida e que já foi exonerada', explicou.

Em relação à exoneração de apenas uma servidora em um esquema que ele mesmo diz que pode haver mais pessoas envolvidas, Pioneiro analisou: 'Esta é uma atitude isolada de uma pessoa que conseguiu fazer com que mais pessoas participassem da situação, então isso não tem como respingar na Casa e nos deputados'.

Manoel Pioneiro garantiu que serão tomadas todas as providências administrativas e jurídicas, envolvendo inclusive o Ministério Público e Justiça Estadual. (GS)

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