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16/03/2006 - O Liberal Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fraude nos empréstimos a aposentados


Seis pessoas foram presas no início da manhã de ontem pela Polícia Federal, acusadas de integrar uma quadrilha de fraudadores, que utilizavam, sem autorização, dados de aposentados e pensionistas para obter empréstimos em instituições financeiras em nome dos beneficiários da Previdência Social. Os idosos só percebiam que tinham sido vítimas do golpe quando seus contracheques apareciam com os descontos dos empréstimos irregulares. A quadrilha foi desbarata pela investigação da Delegacia de Repressão a Crimes Previdenciários, chefiada pelo delegado federal Caio Bezerra.

Após atuar durante um mês no encalço dos envolvidos, 40 policiais federais desencadearam a Operação Balaústre, uma alusão aos idosos que em grande número são o apoio da família. Além dos seis que já estão presos, a PF conseguiu que a 3ª Vara Federal de Belém expedisse nove mandados de apreensão e busca de documentos e um total de oito prisões. Ainda faltam ser presos outros dois envolvidos no golpe contra os idosos. Nenhum “laranja” foi preso.

O cabeça da quadrilha é Júlio Thadeu Rodrigues Barbagelata (Nota do site: O Sr. Barbagelata foi sucessivamente inocentado, veja matéria), 43 anos, administrador e proprietário da empresa “Intermédia”, que em 2002 concorreu a deputado estadual pelo PMDB. Junto com outras sete pessoas, ele obtinha dados de aposentados e pensionistas, segundo as investigações da Polícia Federal, através dos cadastros das empresas de energia elétrica e de telefonia que atuam no Pará.

De posse destas informações, a quadrilha falsificava documentos, forjava procurações com a assinatura dos beneficiários do INSS e conseguia realizar empréstimos juntos aos bancos BMG e Bonsucesso em nome das vítimas.

Mas, quando o dinheiro era liberado, a quadrilha transferia os valores para contas de “laranjas”, pessoas que aceitavam participar do golpe em troca de uma parte da verba. O restante era dividido entre os golpistas. Aos pensionistas e aposentados só restavam as dívidas a pagar aos bancos, que eram descontadas no contracheque.

Segundo o superintendente da PF no Pará, delegado José Salles, as investigações ainda não apontaram quantas pessoas (aposentados e pensionistas) foram lesadas com o golpe, nem o montante arrecadado pela quadrilha. Mas, as investigações vão prosseguir e poderão ainda apresentar surpresas. Com a obtenção dos dados dos golpistas, a PF pretende rastrear as contas bancárias e quebrar os sigilos fiscais de cada integrante, a fim de descobrir todos os bens adquiridos por eles.

Além de apreensão de documentos nos escritórios e residências dos envolvidos na quadrilha, a PF apreendeu veículos que foram adquiridos já com o dinheiro obtido nos empréstimos. A PF já sabe que o casal Arlan de Freitas Souza e Kelly Cristina da Silva Alves, que reside no conjunto Júlio Seffer, em Ananindeua, comprou três carros com o dinheiro do golpe. As investigações apontaram que eles são desocupados, não têm emprego fixo, mas moram numa casa com piscina, possuem três veículos e um estilo de vida acima de pessoas de classe média.

A quadrilha vai permanecer presa na carceragem da PF. Todos foram enquadrados nos crimes de estelionato, formação de quadrilha e de crime contra o sistema financeiro nacional.

Os presos pela operação Balaústre

Júlio Thadeu Rodrigues Barbagelata - 43 anos, paraense de Abaetetuba, administrador e proprietário da empresa Intermédia, localizada na avenida Alcindo Cacela, 504, bairro de Nazaré. Considerado o mentor do esquema.

Priscila Alessandra Dias Sarmento, 19 anos, pensionista da mãe já falecida, residente no bairro da Pedreira, recebe mensalmente R$ 600 da Previdência Social.

Luiz Antônio Dias Sarmento, 48 anos, pai de Priscila e agente de portaria da Secretaria Municipal de Saúde de Ananindeua.

Ana Cristina Vieira Rocha, 40 anos, goiana de Jataí, residente no bairro de Nazaré.

Kelly Cristina da Silva Alves, 26 anos, residente no conjunto Júlia Seffer, em Ananindeua.

Arlan Freitas de Souza, 28 anos, marido de Kelly, também residente no Júlia Seffer.

Em 2005, muitos golpes aplicados por
telefone foram registrados em Belém

Em abril de 2005, em menos de duas semanas, o Grupo Executivo de Proteção ao Consumidor (Procon) abriu oito procedimentos de investigação envolvendo empréstimos com desconto em folha de pagamento para aposentados ou beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo as denúnicas, na época, havia suspeita de abuso por parte de algumas instituições bancárias.

Um dos denunciantes, o aposentado José Palheta Pinheiro, nem sequer contratou o serviço e teve três parcelas de R$ 378,94 descontadas no contracheque. Na época, o BMG orientou o aposentado a tomar cuidado, porque alguém poderia estar usando os dados dele para fazer o empréstimo.

No cadastro que o BMG tinha do aposentado, o telefone e endereço dele estavam errados. No golpe, foi “emprestado” a José Palheta o valor de R$ 8 mil, sacados em um caixa eletrônico do Banco Itaú, em São Paulo. O banco também não apresentou contrato ou qualquer documento assinado pelo aposentado, com a justificativa de que a anuência por telefone bastava para efetivar a transação.

Outra vítima na mesma situação, naquela época, e que registrou queixa no Procon, foi a aposentada Maria Edina Gomes de Souza. O argumento do banco foi o mesmo. O empréstimo teria sido feito por telefone, sem nenhum tipo de contrato.

Para evitar novos casos, o Procon passou a orientar os aposentados para que não fornecessem seus dados por telefone a ninguém. E, se quisesem fazer empréstimo, que se dirigissem a uma agência para fazer um contrato bancário, assinado, especificando, por exemplo, juros e taxas.

Nacional - Representantes da Federação das Associações de Aposentados e Pensionistas do Pará e do Conselho Nacional dos Direitos do Idoso receberam relatos sobre vários casos, ocorridos em diversos Estados, envolvendo empréstimo para aposentados. Ainda em 2005, a Gerência Executiva do Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS) em Belém e o Grupo Executivo de Proteção ao Consumidor (Procon) instituiram uma força-tarefa composta pelo Ministério Público Federal, Polícia Federal, INSS, Procon e Juizado do Consumidor, para apurar e acompanhar as fraudes sobre empréstimos com desconto consignado em folha de pagamento dos aposentados ou pensionistas. Na época, o número de denúncias colocou Belém como a cidade de maior proporção de casos desse tipo em todo o País.

FRAUDES SAIBA COMO SE DEFENDER

O programa de emprestimos para aposentados e pensionistas do INSS com consignação na folha de pagamento foi autorizado pela Lei 10.820, publicada no Diário Oficial da União de 17 de dezembro de 2003

s empréstimos com desconto no benefício podem ser feitos com juros de 1,75% a 3,15%, e quitados no prazo de 36 meses

No Pará, existem cerca de 400 mil aposentados e pensionistas

COMO PROCEDER SE FOR LESADO

Primeiro passo - Dirigir-se à Delegacia do Consumidor e fazer a ocorrência policial

Segundo passo - Procurar o Procon e a Agência da Previdência Social do seu benefício

Outra opção - Ligar para o Disque Denúncia, gratuitamente, de qualquer telefone fixo, de segunda à sábado, das 7 às 19 horas. As denúncias podem ser anônimas.

Importante - O telefone para denúncias é o 0800 7070 477

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Comentários


Autor e data do comentário: natan fernando - 13/11/2009 18:10

existe muitaqs pessoas nesse meio que so querem se aproveitar da necessiades das pessoas e sempre pegam as que sao menos favorecidas. nesse caso os aposentados e pensionsitas .



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