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21/02/2011 - Diário do Pará Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Acusada de fraude nega falsificação de documentos


Única acusada de envolvimento em fraudes no setor de pessoal da Assembleia Legislativa a ser alvo de sindicância interna, a ex-chefe da seção de Folha de Pessoal, Mônica Pinto, quebrou o silêncio. Em entrevista na noite de ontem (20), confirmou ter feito empréstimos consignados (para desconto em folha) junto ao Banco Santander, mas contestou os valores divulgados até agora e negou que tenha havido falsificação de documentos.

Mônica Pinto contou que o primeiro empréstimo foi feito em dezembro de 2009, no valor de R$ 105 mil. Em fevereiro de 2010, como estava com parcelas atrasadas, fez um refinanciamento e, em março pediu um novo empréstimo de R$ 40,6 mil.

Segundo ela, para fazer a operação, não houve necessidade de levar ao banco o contrato de trabalho. Teriam sido exigidos apenas o documento de margem consignado (onde a AL informava o salário da servidora e o valor que poderia ser comprometido pelo empréstimo) e o contracheque.

“Como chefe da Seção da Folha, eu tinha contato frequente com o banco, todas as gerentes me conheciam. Sabiam que eu era comissionada. Não menti. O banco abriu uma exceção porque sabia o tempo que eu tinha na AL, sabia o cargo”, contou Mônica, afirmando que outros servidores comissionados, entre eles a diretora da Divisão de Administração, Maria Genuína Oliveira, também fizeram empréstimos consignados, embora o contrato com a AL previsse o benefício apenas para servidores efetivos.

CONTRACHEQUES

O documento de margem consignada levado ao banco foi assinado pela própria Mônica como chefe da Seção da Folha, pelo servidor Max Fortunado e pela chefe da Divisão. Além da falsificação de documentos para obtenção de empréstimos consignados, há suspeitas de um esquema de falsificação de contracheques de pessoas que não trabalhavam na AL e o uso de contratos de estagiários para desviar dinheiro da AL.

Mônica se recusou a fazer comentários sobre essas suspeitas. “Quero me limitar a falar das acusações feitas diretamente a mim”.

Mônica Pinto, 42 anos, administradora de empresas, chegou à Assembleia Legislativa do Pará em 1995 como integrante da Seção de Folha de Pessoal. Em 2005, assumiu a chefia da seção e, em 2007, foi convidada pelo então presidente da AL, o na época deputado estadual Domingos Juvenil (PMDB), para assumir a Divisão de Pessoal que depois se transformou em Departamento de Gestão de Pessoas.

Mônica contou que chefiou a divisão até setembro de 2009, quando voltou para a Seção de Folha. Mônica conta que, ao longo de 2010, pouco depois de conseguir o primeiro empréstimo, se licenciou da casa para resolver problemas pessoais. Só voltou em janeiro deste ano e, quando chegou à casa, soube que era alvo da sindicância. Mônica diz que soube que havia sido exonerada pela imprensa.

As informações da AL são de que Mônica foi exonerada na semana passada junto com todos os ocupantes de cargos de chefia. Ela é alvo de uma sindicância que apura falsificação de documentos para conseguir três empréstimos consignados que somariam cerca de R$ 700 mil, segundo informações que constam no pedido de investigação.

A sindicância foi solicitada em novembro do ano passado, mas até agora a AL não escolheu os servidores que vão conduzir a apuração. Em entrevista na semana passada, o novo presidente da AL, Manoel Pioneiro (PSDB), prometeu definir os nomes ainda nesta semana.

Ontem, Mônica confirmou as informações do ex-presidente da AL, o tucano Mário Couto, que em nota à redação disse não conhecê-la. “Embora eu chefiasse uma seção, tinha o chefe de Divisão que era quem tratava direto com o presidente”. Na nota, Couto classificou de “levianas e irresponsáveis” as suspeitas que levantam contra o nome dele e não contra os servidores, como publicado na edição de ontem deste jornal.

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