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19/02/2011 - administradores.com.br Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Qual a sua tolerância a fraude?

Por: Marcos Assi


Tolerância a fraude? A sapiência popular e o mundo corporativo dizem que não têm, e a família geralmente ensina para não cometermos fraudes ou atos ilícitos. Mas o que fazemos quando ela acontece e estas são praticadas por pessoas de sua inteira confiança? Se perguntarmos aos administradores e suas equipes, a resposta será unanime: tolerância zero.

Os estudos, pesquisas, levantamento de validação e auditoria sobre o assunto apontam que, geralmente, as fraudes acontecem com pessoas de nossa inteira confiança. Isso é o mais triste, pois quando desconfiamos, partimos para implementar controles.

Vejamos o fato do PanAmericano. O Silvio Santos foi questionado sobre o ex-presidente do banco por um jornalista se ele havia errado em confiar no diretor, e o empresário-apresentador, de uma maneira simples e rápida, disse que o executivo já trabalhava nas empresas do grupo, mas, infelizmente, proporcionou este desgaste e prejuízo.

Além do mais, a fraude que era de R$ 2,5 bi virou R$ 4,3 bi. Mas será que tudo isso foi de fraude contábil? Quanto foi noticiado busca e apreensão nas residências dos ex-diretores do PanAmericano, alguém se perguntou se a fraude contábil justificaria todo este esforço e aparato policial?

Acredito que não, pois em ambientes sem muito controle, a índole é colocada a prova. Os casos de fraudes recente evidenciam isso. Portanto, o problema pode não ser somente ausência de controles internos, mas também ausência de índole.

Não podemos esquecer das fraudes que mancharam muitas carreiras e deixaram muitas empresas com a imagem e reputação bem complicada, tais como a indiana Satyam Computer Service, Fundo Americano Madoff, Barings, Worldcom, Enron, Parmalat, entre outras, que, no fundo, nos fornecem subsídios através de exemplos práticos de como não gerir uma empresa ou de como proporcionar perdas a investidores e funcionários.

Falar sobre as melhores práticas de controles contábeis, controles internos, governança corporativa, já não é mais do que necessidade. Porém, ainda existem aqueles que não aceitam as mudanças e são reticentes às mesmas. Muitos profissionais ainda possuem resistência a controles. Mas como podemos mudar a cultura dos administradores e/ou gestores e fazer com que eles deem apoio à implementação dos controles, se nós mesmos não fazemos?

Saber ou reconhecer que tais fragilidades existem não proporciona melhores controles, haja vista que existe ineficiência dos órgãos reguladores, através de procedimentos de monitoração, supervisão e auditorias.

Alta administração, conselho da administração, auditorias, sejam elas internas ou externas, deveriam ser os primeiros a cobrar ou mostrar a eficiência do controle e buscar uma maior participação de todos na prevenção. Afinal, qual a sua tolerância a fraude?

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