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17/07/2007 - Brasil Wiki! Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Medalha de ouro na corrupção


Nunca houve tanta corrupção neste País quanto no governo Lula da Silva. Pelo menos é o que diz o jornal O Tempo, de Belo Horizonte, em reportagem publicada neste domingo. A matéria contabilizou mais de cem escândalos nas diversas instâncias dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Sem considerar os escândalos “menores”, o governo Lula, em quatro anos e meio, já somou 33 escândalos de grande repercussão junto à opinião pública. Recorde absoluto. O governo Collor, em três anos de mandato, contou três escândalos de grande monta; o governo Itamar, em dois anos, somou cinco escândalos; e o governo FHC, considerado por Lula como o mais corrupto da História, teve revelado, em oito anos de mandato, sete escândalos de corrupção.

Neste campeonato nada dignificante, o governo petista faz a sua defesa com o argumento de que a sua “transparência” e a pronta ação de órgãos públicos e governamentais, como o Ministério Público, a Polícia Federal e a Corregedoria, é que possibilitaram que os casos de corrupção viessem à luz, dando a falsa impressão de que este governo é mais corrupto que os anteriores. Mas não é bem assim,sabemos nós.

Primeiro porque, diferentemente dos governos anteriores, parte significativa do rol de denúncias apresentadas atingiram o próprio núcleo do poder, envolvendo personagens do primeiro escalão governamental, muitos deles diretamente ligados ao presidente, e, em muitos casos, resvalando na figura do próprio Lula, como foi o caso da sucessão de denúncias que ficou conhecida como o escândalo do Mensalão-Valerioduto. Neste caso específico, os indícios foram muito claros no sentido de que, muito mais do que um esquema de desvio de dinheiro público, se tratava – e o que é mais grave – de uma estratégia do PT visado a tomada e a perpetuação no poder através da desmoralização sistemática e por fim o aniquilamento das instituições democráticas.

Portanto, a onda de corrupção tinha um sentido político. Não se tratava, pois, de casos de corrupção desconectados. Estava em curso, no primeiro mandato de Lula, um golpe contra a democracia, financiado com dinheiro da corrupção, visando a instalação de um regime autoritário e populista sob a hegemonia do PT e a chefia de Lula.

A tese da “transparência” e da “probidade” deste governo também cai por terra porque, mesmo que desconsideremos a existência de um complô do partido contra as instituições, durante os quase cinco anos de governo petista os escândalos se revelaram muito mais devido ao trabalho investigativo da imprensa do que à ação de qualquer órgão governamental.

Ao contrário do que quer fazer crer o governo, desde o caso Waldomiro Diniz até o caso Renan Calheiros o que mais se viu foi o governo dedicado a constranger, esconder, tergiversar, abafar, mentir, do que qualquer ação no sentido de colaborar com as investigações, esclarecer e afastar suspeitos.

Waldomro Diniz, assessor do ministro José Dirceu, protagonista do escândalo dos Bingos, não foi demitido, mas se afastou, a pedido. O mesmo aconteceu com o seu chefe, quando do escândalo do Mensalão. Da mesma forma, os diversos protagonistas dos inúmeros casos de suborno, extorsão, propina, fraude, tráfico de influência, lavagem de dinheiro, remessa ilícita de dinheiro ao exterior, caixa dois e muito mais, receberam de Lula o olhar condescendente e o manto da proteção governamental. Portanto, quem afastou, um a um estes personagens do palco do poder, foi muito mais a pressão da opinião pública e o trabalho contínuo e incansável da mídia, principalmente da mídia impressa.

Nesta sucessão de escândalos que vem marcando os seus dois mandatos, permanece emblemática e enigmática a participação do próprio presidente, uma vez que, na maioria deles, pessoas muito próximas, política ou pessoalmente, de Lula estiveram envolvidas.

Existe um antigo provérbio que diz: “Diz-me com quem andas e eu te direi quem és”.Certamente Lula não tem andado em boa companhia. José Dirceu, José Genoino, Paulo Okamoto, Luis Gushiken, Antonio Palloci, Gilberto Carvalho, Delúbio Soares, João Paulo, Freud Godoy, Jorge Lorenzetti, além de aliados políticos como Roberto Jefferson, Waldemar Costa Netto , Jáder Barbalho e Renan Calheiros, todos eles muito próximos, e até íntimos, do presidente, e com posição de relevo no governo caíram em desgraça por comportamento pouco ético e republicano.

Isto sem falar de parentes do presidente, como Lulinha, filho que se meteu num negócio suspeito e altamente lucrativo com a Telemar, e Vavá, irmão mais velho que foi apanhado fazendo lobby para uma máfia envolvida com caça-níqueis.

Sobre todos os fatos e sobre todos os nomes envolvidos, Lula tem uma resposta padrão: “Não vi, não ouvi, nada sei”. Lula incorporou plenamente o papel de idiota numa atitude de esperteza cabocla. Atitude semelhante, que em qualquer país sério teria provocado o afastamento do chefe de governo por incompetência e irresponsabilidade, no Brasil não lhe causou nenhum transtorno maior. Pelo contrário, até lhe garantiu uma reeleição, talvez pela histórica passividade da sociedade ou pela incompetência da oposição que não soube trabalhar politicamente sobre as fraquezas deste governo.

Nos seus freqüentes, infindáveis e hilariantes discursos, o presidente insiste em se comparar aos seus antecessores, se colocando ,quase sempre, em posição superior. É como se existissem dois brasis, um antes de Lula e outro depois dele. A se acreditar nele, o país lulo-petista tem mais educação, mais saúde, maior segurança, melhor infra-estrutura, mais exportações, maior desenvolvimento agrícola, melhores estradas, mais emprego , melhores salários, e... menos corrupção.

Infelizmente, os fatos e os levantamentos estatísticos desmentem o presidente. O que realmente comprova a afirmação de que este governo talvez seja o mais corrupto da História é a sequência de escândalos revelados dia após dia, bem como a atitude contemplativa e cúmplice do governo diante deles.

Numa analogia com os Jogos Panamericanos que se desenvolvem no Rio, Lula não teria dificuldade de, numa disputa com os governos anteriores, conseguir a medalha de ouro na modalidade "corrupção pública". Talvez, tal fato explique, em grande parte, o motivo da estrondosa vaia que levou no Maracanã lotado na cerimônia de abertura. Ela traduz o sentimento de uma parcela bastante significativa do povo brasileiro em relação ao seu governo. A platéia presente no Maracanã foi apenas o canal para a transmissão deste sentimento.

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