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16/02/2011 - Extra Online / The New York Times Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

De Ponzi a Madoff: saiba como nasceu o esquema de pirâmide


Em um esquema Ponzi, também conhecido como pirâmide, investidores em potencial são seduzidos com promessas de retornos unusualmente grandes, geralmente atribuídos à habilidade ou a outro ingrediente secreto do gestor de investimentos. Os ganhos saem, ao menos uma vez, do principal de novos investidores, não dos lucros do investimento. Isso pode continuar enquanto novos investidores entrarem com dinheiro e velhos investidores não tentarem fazer grandes retiradas ao mesmo tempo.

A associação com pirâmide vem do formato de qualquer gráfico que reflita a premissa básica: crescentes camadas de novos investidores recrutados são necessárias para fornecer ganhos aos primeiros e menores grupo. Um esquema gigante de pirâmide virtualmente quebrou a Albânia após a queda do regime comunista.

O esquema ganhou esse nome por causa de um vigarista chamado Charles Ponzi. Ele começou a dizer a investidores de Nova York, em dezembro de 1919, que aplicações em cupons postais estrangeiros renderia 50% de ganho em 45 dias. Eram selos de correspondência que eram enviados para que os destinatários pudessem respondê-las sem custo. O valor era calculado segundo o preço no local da compra, mas eles podiam ser trocados em outros países. Ao resgatar por muito mais nos EUA os cupons comprados baratos no exterior, seria possível dobrar seu dinheiro em três meses, ele dizia.

Ponzi era um imigrante italiano de fala acelerada que largou os estudos. Seu esquema — de acordo com Mitchell Zuckoff, biógrafo de Ponzi — se baseava na ânsia de trabalhadores comuns de se beneficiar da riqueza que eles viam ser gerada à volta, com a recuperação da economia após a Primeira Guerra Mundial.

Enquanto a febre se espalhava, milhões de dólares entravam a cada semana, a maior parte de pessoas que investiam pouco, como US$ 10 de cada vez. Estima-se que três quartos do Departamento de Polícia de Boston investiram nos papéis Ponzi, como eles ficaram conhecidos.

Com sucessivas ondas de pessoas confiando a ele seu dinheiro, Ponzi precisava apenas de dinheiro suficiente para pagar àqueles que pediam para resgatar seus cupons. É claro que, com a perspectiva de aumentar suas poupanças exponencialmente a cada par de meses, poucos realmente resgatavam algo.

O "Boston Post", o jornalista financeiro Clarence W. Barron e funcionários estatais do setor bancário começaram a cavar, e quanto mais cavavam, mais achavam.

Ponzi foi condenado por fraude postal em 1920, e cumpriu pena em prisões federais e estaduais até ser deportado para a Itália, em 1934. Ele morreu falido no Rio de Janeiro, na Santa Casa de Misericórdia. O atestado de óbito, de 15 de janeiro de 1949, diz que ele faleceu, aos 67 anos, de trombose cerebral, arteriosclerose cerebral e hipertensão arterial. O sepultamento foi no cemitério São Francisco Xavier, e, por pouco, Ponzi não foi dado como indigente. Segundo edição do GLOBO da época, a despesa foi paga por um casal amigo. Carregando o caixão, apenas o casal, dois funcionários da Santa Casa e o repórter, que ajudou de improviso.

A fraude que Bernard Madoff perpetrou foi chamada de o maior esquema Ponzi na História. Embora a magnitude, a escala e os detalhes sejam diferentes, o esquema Ponzi e a fraude de Madoff refletem suas respectivas e superaquecidas eras financeiras.

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