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16/02/2011 - Último Segundo / The New York Times Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Na China, alta do preço de licor nacional impulsiona falsificação

Por: Andrew Jacobs

Alta de quase 50% da maotai, histórica bebida à base da fermentação de sorgo, deixa chineses indignados.

Se a história é realmente escrita pelos vencedores, então a isolada aldeia montanhosa de Maotai, no sul da província chinesa de Guizhou, acertou em cheio quando soldados do Exército Vermelho procuraram refúgio no local durante a primavera de 1935.

Exaustos após a longa caminhada em retirada dos combates com as forças nacionalistas, os guerrilheiros de Mao usaram a bebida estimulante da cidade para desinfetar feridas, acalmar diarreias e encorajar os nervos abalados.

"A Longa Marcha foi um sucesso em grande parte devido à maotai", o comandante rebelde Zhou Enlai disse mais tarde aos historiadores.

Em 1949, depois de se tornar primeiro-ministro da recém-criada República Popular, Zhou designou o licor de sorgo, chamado Moutai, como "o vinho nacional" da China, dando-lhe uma vantagem de marketing incontestável sobre as outras bebidas destiladas conhecidas como baijiu, nas mesas de todo o país.

Mas quando o preço de varejo da garrafa da bebida chegou a quase US$ 200 no mês passado - um aumento de 50% em dois anos - os chineses ficaram indignados e acusaram a destilaria estatal de abandonar as suas raízes revolucionárias para fazer sofrer o homem comum.

Não ajudou quando reportagens revelaram que a mesma garrafa é vendida pela metade do preço nos Estados Unidos e na Europa.

"Ouvi dizer que a maior parte dela é entregue em Zhongnanhai", disse Wang Yonghui, 32 anos, um caixa de banco apaixonado por baijiu, referindo-se ao condomínio de Pequim que abriga os principais líderes do país. "Nós pagamos mais e eles o recebem gratuitamente".

Aqui em Maotai, onde o odor pungente da fermentação do sorgo é avassalador e quase todos trabalham para a destilaria, a alta dos preços é vista com orgulho.

Preços

Mas os preços mais altos aumentaram o número de pessoas que fazem uso do maotai falsificado – o nome vem da ortografia pré-revolucionária do nome da cidade – e eles também estão desfrutando de um aumento nos negócios.

Embora os funcionários da empresa culpem a falta de sorgo pelo aumento nos preços, os especialistas dizem ter mais a ver com o aumento da demanda, uma consequência da economia em crescimento da China, e com a chegada do Ano Novo Lunar, no dia 3 de fevereiro, um feriado em que o costume de dar presentes chega ao auge no país.

"O Moutai se tornou a Louis Vuitton da China", disse Liu Yuan, secretária geral da Associação Nacional de Licor e Circulação de Bebidas, um grupo comercial. "Dada a pouca fabricação e o preço alto, é uma boa maneira para os oficiais obterem favores e para os ricos mostrarem sua riqueza".

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