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17/07/2007 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Justiça condena 65 por crimes via internet


A Justiça Federal do Pará condenou 65 pessoas por crimes cometidos via internet. Os criminosos são integrantes de uma das maiores quadrilhas já descobertas no Brasil especializadas no uso da web para realização de fraudes, lavagem de dinheiro e estelionato.

Os 65 piratas condenados pelo juiz Carlos Haddad, de Marabá, foram presos pela Polícia Federal na Operação Cavalo de Tróia e causaram prejuízos a instituições financeiras de "dezenas ou centenas de milhões de reais", segundo o comunicado sobre a condenação, divulgado nesta segunda-feira (16).

Especialistas no combate ao cibercrime ouvidos pelo G1 afirmam que a condenação deve servir de exemplo para coibir essas práticas via internet.

Um funcionário do Departamento de Auditoria do Banco Itaú, em São Paulo, estimou prejuízo mensal de R$ 100 mil durante um ano. Já um analista do Banco do Brasil calculou perdas de R$ 4 milhões, valor que teve de ser devolvido aos clientes lesados. Segundo a Justiça Federal do Pará, uma testemunha que trabalhava na Coordenadoria de Segurança da Caixa Econômica Federal estimou o prejuízo em R$ 100 milhões.

Quadrilha

Todos os piratas agiam no município de Parauapebas, sudeste do Pará, município onde surgiram os primeiros piratas de computador no Brasil. Antônio Francisco de Souza que, segundo a Justiça, liderava a quadrilha, ficou com a pena maior: 21 anos e nove meses. Fábio Florêncio, apontado como pioneiro nos golpes por computador no Brasil, foi condenado a 19 anos de prisão. A menor pena é de um ano e quatro meses -- juntas, as sentenças somam 229 páginas. Eles poderão recorrer em liberdade.

De acordo com denúncias do Ministério Público Federal, os criminosos acessavam de forma fraudulenta as contas bancárias das vítimas, mantidas em instituições financeiras. Segundo o MPF, os piratas eram orientados por Fábio Florêncio e utilizavam os conhecimentos técnicos de Ataíde Evangelista, que teve pena de 17 anos e cinco meses de reclusão.

O juiz afirmou que Antônio Francisco Fernandes de Souza “apresentou elevadíssima culpabilidade porque foi, ao lado de Fábio Florêncio, o responsável por solicitar o desenvolvimento de programas de computador capazes de instrumentalizar as fraudes praticadas pela internet, bem como liderou os comparsas nas atividades ilícitas”.

Em apenas quatro dias, um dos integrantes do grupo conseguiu sacar R$ 395 mil de uma conta. Os criminosos prejudicaram clientes de quatro instituições financeiras (Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco Itaú e Banco do Estado de Goiás), que tiveram que repor o dinheiro desviado.

Golpe

As vítimas caíam no golpe ao abrir e-mails contendo programas espiões ou visitando páginas fraudulentas que imitam sites de instituições financeiras -- a estratégia é conhecida como phishing scam e tem como principal objetivo o roubo de informações financeiras. Para colocá-la em prática, os criminosos enviam spams (mensagens não-solicitadas) pedindo que os internautas baixem arquivos infectados ou visitem páginas fraudulentas, que instalam os programas maliciosos no PC.

Outra alternativa é a desses sites maliciosos imitarem as páginas virtuais de bancos. Assim, toda a informação digitada pela vítima nesse endereço é passada diretamente para os criminosos.

Para desviar o dinheiro ilicitamente, os piratas contavam com a ajuda de “laranjas”, ou pessoas que alugam suas contas correntes para receber o dinheiro desviado. “Os réus ocultaram e dissimularam a origem dos recursos provenientes de suas atividades criminosas através do aluguel da conta corrente e de cartões alheios, além da prática de registrar bens em nome de terceiras pessoas”, afirmou o juiz que determinou as condenações.

Os programas que roubam informações dos computadores são chamados de trojans, ou cavalos de tróia. Por isso o nome da operação Cavalo de Tróia, desencadeada pela Polícia Federal em duas etapas: novembro de 2003 e outubro de 2004.

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