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14/02/2011 - IP News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Mais de 1 milhão de malwares circularam pela Internet em 2010

Por: Francine Machado

Falhas de segurança do servidor e da aplicação Web, além do uso intenso das mídias sociais são os principais responsáveis por ataques.

No trabalho ou no entretenimento: não importa qual o motivo do uso da Internet, ela é alvo da ação de hackers a todo o momento. Em 2010 foram lançados mais de 1 milhão de malwares mundialmente, sendo que 78 mil foram criados especificamente para atuar no Brasil. Mas, mesmo antes dos usuários terem acesso à Internet, os computadores já eram invadidos.

Em 1982, foi reconhecido o primeiro vírus disseminado que infectava disquetes, o Elk Cloner. Naquele tempo, os hackers invadiam computadores motivados pelo poder de quebrar regras e superar desafios. Atualmente, a atividade é mais audaciosa e realizada para roubar informações de cartões de créditos e de senhas de banco, entre outros.

Segundo o diretor de marketing da AVG Brasil, Mariano Sumrell, esta atividade, denominada cibercrime, se usa de malwares como vírus, worms, cavalos de troia, entre outros, para aproveitar falhas de segurança do servidor e da aplicação Web para atuar. "A explosão do uso das redes sociais, somados ao grande volume de informações que ela oferece, auxiliaram a intensificação do cibercrime".

Em 2010 o YouTube foi vítima de um ataque que direcionava os usuários a sites com cenas chocantes como violência e pornografia; no Twitter, os usuários foram contaminados por um script malicioso que afetava a interface do site impedindo o seu uso; enquanto no Orkut, uma falha foi usada para infectar mais 130 usuários, que foram inscritos numa comunidade chamada "Infectados pelo Vírus do Orkut" e espalharam o problema para os amigos.

Para o executivo, o maior fluxo de interatividade das redes sociais é uma porta sujeita a ser invadida, já que muitas vezes os usuários não usam uma ferramenta adequada para auxiliar a proteção de seus dados.
"A história da evolução dos malwares não para por aí. Estamos entrando fortemente na era da mobilidade, com aparelhos que oferecem os mesmos problemas de segurança que os desktops e servidores, visto que são verdadeiros computadores. Nesses dispositivos os usuários precisam ter os mesmos cuidados e utilizarem ferramentas específicas de proteção", aconselha o profissional.

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