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14/02/2011 - Diário de Canoas Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Estelionatários fazem cada vez mais vítimas na região

Por: Marcos Jorge

Golpes dos mais variados lesaram pelo menos 2,3 mil moradores no ano passado.

Novo Hamburgo - Criatividade não falta a golpistas que vêm lesando moradores da região. Nas promessas dos estelionatários, a tão sonhada vantagem financeira. Somente em 2010, foram pelo menos 2.343 casos registrados pela Polícia. Em Novo Hamburgo, o número foi superior a um por dia. A incidência colocou o Município em quarto no ranking estadual das cidades com maior número de registros, com 393 delitos.
Esse ano, até 10 de fevereiro, já eram 24 casos registrados. O crime pode ser praticado tanto na porta ou interior de um banco, quanto via Internet, modalidade cada vez mais usada. Em definição, estelionato é o crime praticado pela obtenção de vantagens em proveito próprio, mediante fraude ou logro.

Incidência

Em 2010, Novo Hamburgo ficou atrás apenas da Capital (5.407), Caxias do Sul (522) e Canoas (514). Apesar de elevado, o número de golpes contra hamburguenses foi menor que em 2009, quando estelionatários fizeram 430 vítimas. Vinte e oito cidades ultrapassaram a marca de cem casos, sendo cinco delas da região. Para o chefe de investigação da 2ª Delegacia de Polícia de Novo Hamburgo, inspetor Cláudio Dineck, que investigou os principais casos de estelionato ocorridos na cidade ano passado, na maior parte dos crimes as vítimas acabam cedendo ao golpe na intenção de obter uma vantagem financeira.

Alvos são "hipnotizados"

"Eles se relacionam com a vítima e geralmente circulam em ambientes de filmagem e acabam sendo identificadas pelo sistema. Ele cria uma situação em que vai gerar na vítima a expectativa de uma vantagem. E esse é o tipo de crime que tem a contribuição da vítima, que fica hipnotizada", detalha o diretor da 3a Delegacia de Polícia Regional Metropolitana, delegado Mauro Vasconcellos. Ele orienta as vítimas a desconfiar sempre, pedindo o maior número de informações do suposto golpista e procurar a Polícia.

CONHEÇA AS TÁTICAS

BILHETE PREMIADO

Um golpista se aproxima da vítima, geralmente idosa, dizendo que tem um bilhete premiado de algum concurso da Loteria Federal e pede ajuda para retirá-lo, mas pede uma garantia à vítima de que não será enganado. Um comparsa se passa por estranho, se aproxima e confirma que o bilhete é verdadeiro e às vezes se oferece como sócio. A vítima se dispõe a sacar um dinheiro e entregar ao golpista, para poder ser dona do bilhete e fazer o saque. O golpe está consumado.

CHUPA-CABRA

Sem saber que está sendo lesada, a vítima faz transações em terminais de caixas eletrônicos de bancos, onde um golpista instalou um equipamento de clonagem de cartões bancários. Ao digitar os dados de sua conta, tem as informações copiadas. O golpista então retorna à máquina e desinstala o dispositivo e passa a fazer saques indevidos, geralmente em outro Estado. É comum em bancos que não possuem a tecnologia de cartões com chip.

FALSO PRÊMIO

Este golpe é muito praticado por presidiários. O golpista manda uma mensagem dizendo que o dono do aparelho ganhou algum bem como carro ou até dinheiro na promoção de uma empresa conhecida no mercado. As mais usadas são emissoras de tevê. Mas para retirar o prêmio, a vítima é obrigada a fazer uma transferência bancária.

FALSO FUNCIONÁRIO DE BANCO

O cliente busca atendimento dentro de uma agência bancária para algum serviço e um falso funcionário se dispõe a ajudar. O resultado é previsível. De posse de informações bancárias da vítima ou até mesmo do dinheiro dela, o golpista consuma mais um crime.

ARARAS

Uma empresa fantasma finge se estabelecer em um endereço da cidade e faz diversas compras que seriam do segmento que atuaria. Em alguns casos, faz inicialmente uma pequena compra pagando até à vista e com o uso de "laranjas". Depois de ganhar confiança, realiza uma grande negociação com pagamento em cheques sem compensação. Após receber os produtos, muda-se para endereço desconhecido.

VIRTUAIS

Dois golpes são bem comuns. Em um deles, empresas fantasmas instaladas em endereços virtuais induzem internautas a compras, com pagamento antecipado, mas na hora de receber, o produto não é entregue. Já em outra modalidade, o estelionatário se passa por agente bancário para obter detalhes de contas da vítima, como senhas, para depois saqueá-la.

Episódios que viraram notícia

Mega-Bolo - O dono e uma funcionária da lotérica Esquina da Sorte, Centro de Novo Hamburgo, foram indiciados por estelionato depois que 40 apostadores do concurso 1155 da Mega-Sena ficaram quase milionários no dia 21 de fevereiro do ano passado. Eles dividiriam o prêmio do bolão de R$ 53,3 milhões, comprado no estabelecimento, mas a aposta não foi realizada. Tanto a Caixa Econômica Federal quanto a lotérica, hoje fechada, respondem à ação movida pelos apostadores.

O Boca Rica - No começo de outubro passado, um homem identificado pela Polícia como Boca Rica se passou por funcionário de uma agência bancária e orientou um empresário a acompanhá-lo até o segundo andar para agilizar o pagamento de uma dívida. O golpista recebeu da vítima a quantia de R$ 15 mil, alegando que iria conferir o percentual de desconto, e deixa o local com um envelope nas mãos. Mesmo identificado, o estelionatário permanece em liberdade.

O Chupa-Cabra - Mais de 20 correntistas do Sicredi descobriram no começo de dezembro do ano passado que tiveram os cartões clonados após utilizar um dos caixas eletrônicos da agência do Centro de Novo Hamburgo. Segundo a Polícia, a maioria dos saques foi feita em outros Estados a partir do dia 6. Entretanto, a coleta de dados teria sido feita ainda no final de novembro. O caso é investigado com auxílio da Polícia Federal e da Delegacia de Defraudações do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). A principal suspeita recai sobre um grupo de Brasília, preso em agosto deste ano em Canoas, após implantar o dispositivo que copia cartões em um caixa eletrônico do Banrisul.

Vítimas recentes

Desde o começo da última semana, pelo menos três clientes do banco Sicredi tiveram um rombo em sua conta bancária. Foram vítimas do golpe de cartões clonados e registraram o prejuízo na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento de Novo Hamburgo. Uma das vítimas, a atendente hospitalar aposentada Felicitas Lúcia Alfeln, 66 anos, procurou a polícia na terça-feira passada, com prejuízo de 350 reais.

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