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12/02/2011 - Diário do Pará Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Acusado de chefiar grupo depôs ontem em Belém


Após a transferência de São Paulo para Belém, ocorrida na última quinta-feira, Francisco Nunes Pereira, de 48 anos, conhecido como “Chico da Fossa”, “Mineirinho” ou “Tatuí”, prestou depoimento à delegada Virgínia Rodrigues, que preside o inquérito sobre a tentativa de fraude bilionária contra o Banco do Brasil. A quadrilha tentava sacar, através de ações judiciais, R$ 2,3 bilhões do Banco do Brasil.

Francisco Pereira, apontado como mentor do golpe e líder do bando, negou as acusações. Ele esteve preso em São Paulo no mês de dezembro passado e também é acusado de envolvimento na morte do prefeito do município paulista de Jandira, Walderi Braz Paschoalin, junto com Vanderley Nunes de Aquino, ex-secretário municipal de Jandira.

Na manhã de ontem, Francisco chegou escoltado até a Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe) da Polícia Civil e foi direto para a sala da delegada Virgínia.

Francisco alega que há algum tempo seus documentos vêm sendo utilizados por outras pessoas que usam o seu nome em tentativas de fraudes. “Eu já denunciei a situação, registrei um boletim de ocorrência sobre o caso. Não tenho nada a ver com isso. Tem que saber quem de dentro do banco está munindo essas pessoas com essa documentação. Tenho minha consciência limpa”, assegura.

Francisco afirma que irá processar o Estado pela situação a que foi submetido. “Tenho negócios no Pará na área de meio ambiente. Eu vou mostrar a documentação e mostrar a falsidade de tudo isso e depois o Estado vai responder por isso. Tenho 11 filhos e minha família ficou assustada com toda essa situação.”

Apesar das declarações do acusado, a delegada Virgínia Rodrigues não acredita nas afirmações de Francisco. As investigações mostram que ele tinha participação e seria mentor do esquema da fraude. “Por não querer aparecer, em todos os Estados por onde tentou (a fraude) ele delegou a terceiros. Não foi ele pessoalmente que entrou com as ações judiciais aqui, sempre havia terceiras pessoas delegadas por ele através de procuração para pleitear esse valor”.

A delegada informou ainda que o sigilo fiscal de Francisco foi quebrado. Segundo ela, desde 2006 ele fraudava a declaração de imposto de renda na tentativa de comprovar que possuía o valor fictício depositado na conta corrente pessoal do Banco do Brasil. “Ele vinha declarando o imposto de renda com diversos valores astronômicos, ano a ano. Isso mostra que há certo tempo ele vinha tramando toda essa fraude”.

Operação seguinte seria de R$ 6 bilhões no Itaú

Pouco antes de começar o depoimento, o advogado Arnaldo Gama, que representa a empresa que seria sócia de Francisco em empreendimentos na área ambiental, se apresentou para defendê-lo. “Vou acompanhar o inquérito. Após o depoimento, vou revogar a prisão preventiva. Acho injusta a prisão dele”. Após o depoimento na DIOE, Francisco Pereira voltou para a cadeia, onde cumpre prisão preventiva.

Na última terça-feira (8), policiais da DIOE, com apoio de policiais de São Paulo , Distrito Federal e Santa Catarina, prenderam cinco pessoas que fariam parte da quadrilha que pretendia fraudar o BB. Na casa de Francisco Nunes Pereira, em Tatuí, a polícia encontrou documentos similares aos utilizados na tentativa de fraude contra o BB. O próximo alvo seria o banco Itaú e o valor do golpe seria a quantia de R$ 6 bilhões.

Em Belém, foram presos os empresários Juarez Correa dos Santos, Antônio Valinoto Neto, além do advogado Antônio Carvalho Lobo. Flamarion Alves dos Santos foi preso no Distrito Federal e deverá ser transferido para Belém na próxima semana. Em Santa Catarina, a polícia tentou prender o advogado Luiz Roberto de Barros Araújo, última pessoa a tentar sacar a quantia milionária através de ação judicial. Ele continua foragido até agora.

COMO FUNCIONAVA O ESQUEMA

- A quadrilha atuava no Pará, em São Paulo, Distrito Federal e Santa Catarina e tentou sacar R$ 2,3 bilhões de diversas agências do Banco do Brasil através da falsificação de documentos e boletos bancários. Em seguida, entravam na Justiça solicitando ressarcimento dos valores ao banco;

- Francisco Nunes Pedreira é apontado como chefe da quadrilha e teria apresentado documentos falsos alegando ter direito aos recursos por usucapião e que o valor milionário tinha sido depositado na sua conta por um desconhecido, permanecendo lá por mais de cinco anos. Segundo a polícia, os recursos nunca existiram;

- A juíza Vera Lúcia Cardoso de Souza, da 5ª Vara Cível de Belém, decidiu bloquear R$ 2,3 bilhões e manter a quantia na conta bancária de Francisco Pereira. O Banco do Brasil tentou derrubar a decisão da juíza singular no Tribunal de Justiça do Pará, mas a desembargadora Marneide Merabet manteve a decisão;

- O banco recorreu ao Conselho Nacional de Justiça e a juíza corregedora, Eliana Calmon, suspendeu o bloqueio em dezembro, por suspeita de fraude, e abriu investigação sobre a conduta das magistradas.

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