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10/02/2011 - O Globo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Homem é condenado a 10 anos de prisão por fraudar a CEF em SP


SÃO PAULO - Um comerciante foi condenado pela Justiça Federal de Santo André, na Grande São Paulo, a dez anos de prisão por crimes de falsidade material e estelionato contra a Caixa Econômica Federal (CEF). O comerciante J.R.T.P., que utilizava ao menos cinco nomes falsos, abria empresas falsas e tomava empréstimos da CEF. O prejuízo pode chegar a R$ 45 mil.

O estelionatário, de acordo com o a Justiça, utilizava os nomes de "Rodolfo Silva Santos", "Rodolfo Silva dos Santos", "Rogério Alves da Silva", "Rodolfo Torres Pereira" e "Reginaldo Barbosa Dias".

A sentença o absolveu dos crimes de receptação de cheques roubados e de inserção de dados falsos em sistemas de informação. O Ministério Público Federal recorreu nesta quarta-feira para conseguir no Tribunal Regional Federal da 3ª Região a condenação do réu por esses crimes, e para aumentar a pena pelos crimes de estelionato e falsidade material.

J.R.T.P., usando o nome falso Rogério Alves da Silva e passando-se por fotógrafo, criou uma empresa fictícia, chamada "Rogério Alves da Silva Produções Artísticas", de realização de festas e eventos. Em nome dessa empresa, J.R.T.P. abriu uma conta na CEF e depois contraiu empréstimos de capital de giro e antecipação de recebíveis, tudo para supostamente fazer funcionar a empresa fictícia.

A Justiça Federal ressalta que, para enganar os funcionários da CEF, a fraude era sofisticada. Tanto identidade quanto a empresa, falsas, tinham inscrição na Receita Federal, declaração de imposto de renda com indicação de lucros, e

contador. O fraudador chegou a levar os funcionários da CEF a um salão, montado por ele, onde supostamente os eventos da empresa fictícia seriam realizados.

Como garantia dos empréstimos, J.R.T.P. entregou para a CEF cheques roubados, bem como cheques falsos. Como a obrigação de cobrar os cheques seria da "Rogério Alves da Silva Produções Artísticas", que inclusive

deveria resgatá-los no prazo do empréstimo, a CEF não conferiu a validade deles. Além disso, J.R.T.P. montou outra empresa fictícia, que chamou de "Rodolfo S.S. Produções Artísticas", e abriu contas em nome dela no Banco do Brasil e no Itaú. Cheques dessas contas também foram usados como garantia.

O dinheiro dos empréstimos era transferido para uma conta no Banco Santander, também em nome da "Rogério Alves da Silva Produções Artísticas", pela qual a empresa fictícia faria o pagamento de seus empregados. J.R.T.P. aliciava pessoas para se fazerem passar por empregados da empresa.

Depois, providenciava identidades falsas para essas pessoas, que abriam contas no Santander com nomes falsos. Uma dessas pessoas aliciadas para o esquema foi a costureira V.F.A., para quem J.R.T.P. providenciou documentos com o nome falso de "Valdete Almeida Francisco".

J.R.T.P. e V.F.A. foram presos em flagrante quando abriam a conta no Santander em nome de "Valdete Almeida Francisco". Mesmo com o flagrante, J.R.T.P. não revelou o seu verdadeiro nome, que só foi descoberto por meio das impressões digitais. Depois que sua identidade verdadeira foi revelada, apurou-se que J.R.T.P. era foragido da Justiça Estadual de Alagoas.

Na mesma sentença que condenou J.R.T.P. a dez anos, V.F.A. foi condenada a dois anos de reclusão, e sua pena foi convertida em pagamento de multa e prestação de serviços à comunidade. O Ministério Público Federal também apelou para aumentar a pena de V.F.A. O prejuízo total causado à CEF pela fraude foi de cerca de R$ 45 mil.

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Comentários


Autor e data do comentário: João Mota - 17/02/2011 00:02

Infelizmente os bandidos estão cada vez mais sofisticados. E o pior é que confiam na impunidade. Dificilmente estelionatário fica preso. Uma vergonha.



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