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09/02/2011 - iOnline Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Novos tipos de spam

Por: José Borges Ferreira


O FINAL DO ano há sempre uma redução dos níveis de spam e o ano de 2010 não foi excepção. Aliás, os valores observados são ainda muito mais baixos que os normais. As explicações para este fenómeno são bastante variadas:

1. Houve algumas detenções de criminosos, em particular de cabecilhas das maiores redes;

2. Os spammers também tiram férias;

3. Na época do Natal há renovação de muitos computadores, o que implica ter sistemas operativos limpos e sem infecções e que consequentemente enfraquecem as botnets (que basicamente são redes de computadores infectados);

4. Algum abandono dos PC a favor de tablets;

5. Os filtros de anti-spam são menos eficientes, logo o que há é uma errada classificação do email e não uma redução efectiva;

6. Os spammers conseguem evitar melhor as armadilhas que montam para apanhar spam (spamtraps) e causam erro na contabilização do spam;

7. Há uma mudança de tipo de actividade criminosa, estando o envio de vírus para captura de credenciais (malware) e páginas falsas a pedir credenciais (phishing) a ser preferido em função do spam de publicidade;

8. Abuso cada vez maior de recursos grátis de boa reputação, como Google, Yahoo, Bit.ly, etc.

A primeira causa é óbvia. As três seguintes são claramente causas sazonais. A quinta e a sexta apenas palpites, mas as duas últimas são com certeza mais preocupantes e perigosas.

Já há algum tempo que temos vindo a observar tentativas de phishing e falsas actualizações, maioritariamente em nome do Banco Itaú e do Banco Bradesco. Como são referentes a bancos sem expressão em Portugal, estes emails foram servindo para criar consciência aos mais desatentos de que existe este tipo de actividade criminosa. Ainda assim, a onda de emails fazendo-se passar por comprovativo de depósito bancário em nome de alguns dos maiores bancos nacionais foi suficientemente credível para conseguir despertar a curiosidade necessária e enganar muitos.

Será espectável que nos próximos tempos haverá uma aposta maior neste tipo de emails, utilizando a imagem e a credibilidade das mais variadas instituições, seguramente com mais qualidade e mais atenção ao pormenor. Para além de praticamente todos os bancos, já se fizeram passar pela PSP e pela Portugal Telecom, e não fora alguns erros ortográficos o estrago teria sido bem maior. Resta-nos aumentar os nossos níveis de atenção, resistir ao impulso de seguir todos os links ou abrir anexos, ver bem a origem do email - o nosso banco não vai enviar uma comunicação com um endereço de correio electrónico da China, da Tailândia ou do Brasil - e, em caso de dúvida, deixar para o dia seguinte, pois os antivírus normalmente demoram umas horas até que consigam detectar este tipo de vírus.

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