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08/02/2011 - Portal Terra Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Condenado homem que prometeu emprego a brasileiros na Europa


O comerciante paulista Airton Oliveira Gomes foi condenado a cinco anos, dois meses e seis dias de prisão pela Justiça Federal em Sorocaba por tráfico de pessoas e estelionato. Segundo a Procuradoria da República Estadual, ele cobrou para levar oito brasileiros à Inglaterra - sete adultos e uma criança -, prometendo emprego, moradia e documentos oficiais ao grupo, mas ao chegarem no Reino Unido, as vítimas descobriram a fraude. Os prejuízos chegaram a quase R$ 31 mil.

A Procuradoria informou que, na Inglaterra, as oito vítimas não receberam casa, e tiveram que trabalhar clandestinamente e acabaram deportadas Justiça.

Gomes foi denunciado à Justiça em 2006 pelo Ministério Público Federal em Sorocaba e a decisão é do juiz federal Marcos Alves Tavares, que determinou ainda a aplicação de multa e que o acusado pague os prejuízos das vítimas. O réu poderá recorrer da sentença em liberdade.

Gomes teve a pena básica, de dois anos, aumentada por ele responder a outro processo pelo crime de aliciamento para a imigração e haver cometido o crime contra oito pessoas, além do sofrimento que causou às vítimas.

De acordo com a Promotoria, cinco mulheres, além de um casal com um filho de dois anos foi para a Inglaterra. Gomes pediu R$ 1 mil a cada adulto para articular o emprego, além de US$ 600 para providenciar os documentos e trabalho. Ele atraiu as vítimas por meio de uma palestra, na qual disse contratar trabalhadores para empresas do Reino Unido. Os trabalhadores, a maioria deles da cidade de Itapetininga, contaram à Justiça que o estelionatário havia prometido salários de US$ 2 mil, moradia, transporte e ajuda na chegada ao país.

Na palestra, as vítimas preencheram uma ficha cadastral, souberam que iam entrar no Reino Unido como turistas e até receberam instruções sobre como enganar a imigração britânica. Quando o grupo chegou a Londres, duas brasileiras tiraram fotos de todos e disseram que iam obter para o grupo documentos legais. Ao receber os documentos, o grupo percebeu ter sido enganado: as cédulas de identidade diziam que os trabalhadores eram portugueses. Eles também precisaram pagar pelo hotel. As vítimas disseram que, sem dinheiro, comiam em uma lanchonete quando surgiu uma portuguesa chamada Adelaide, dizendo ter arranjado casa e serviço para seis deles na cidade de Klinge.

A casa era suja e os empregos, diferentes do prometido. Cada pessoa recebia R$ 500 por semana e trabalhava em várias empresas diferentes. Após 2 meses e meio, as autoridades britânicas descobriram, prenderam e deportaram os brasileiros.

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