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03/02/2011 - Diário de São Paulo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Mercado negro da CNH prolifera com excesso de multas em SP

Por: Cristina Christiano

Cada vez mais empresas se especializam em "limpar" pontuação de quem tem a carta suspensa. Serviço pode chegar a R$ 3 mil.

Na esperança de voltar a dirigir sem restrições, a atriz Vanderlea aceitou a oferta de um despachante e pagou R$ 900 para "limpar" a pontuação de sua carta de motorista. Ela havia acumulado mais de 20 pontos porque o filho, com quem dividia o carro, cometia uma infração de trânsito atrás da outra e as multas iam para o nome dela, que era a proprietária. "Foi a pior coisa que fiz na vida e até hoje me arrependo", desabafa.

Atitudes desesperadas como a dela são frequentes na cidade de São Paulo, onde cerca de 10 mil motoristas recebem todos os meses do Detran notificações de que estão com a carteira de habilitação suspensa devido ao excesso de multas.

Segundo estimativas de especialistas em trânsito, apenas um em cada 100 infratores cumpre a punição administrativa e deixa de dirigir. Os demais continuam a se arriscar nas ruas, irregularmente, até o momento da renovação da carta -, o que pode ocorrer em até 5 anos. De olho nesse filão, cada vez mais empresas entram para o mercado negro da pontuação, cobrando quantias que variam de R$ 100 - para transferir uma multa a outra pessoa - a R$ 3 mil, dependendo da situação. Para se ter uma ideia, até serviços online são oferecidos.

FRAUDE E FALSIDADE / Os motoristas profissionais, que dirigem para sustentar a família, e as mulheres de meia idade, como Vanderlea, que assumem as multas dos filhos, são os que mais caem nessas ciladas. E sem que percebem, também correm risco de ser responsabilizados criminalmente por fraude ou falsidade ideológica, ao pagar para obter algo ilegal.

"Fiquei desesperada porque precisava do carro para trabalhar. Mas hoje percebo que nada do que parece fácil vale a pena. O preço é alto demais", diz. Vanderlea conta que vivia apavorada nas ruas. Além disso, o despachante havia prometido resolver a situação dela rápido e demorou mais de um ano. "Todos os dias conferia a pontuação na internet e me desesperava porque tudo estava igual", diz. Mas disso tirou uma lição. "Nunca mais fui multada."

Motorista multado diz ter sido induzido a erro

O secretário escolar Fabio Luís Wenzel Carvalho, de 35 anos, está indignado com uma multa que recebeu, aplicada por radar em 17 de dezembro, na Avenida Rio Branco, Centro velho da capital, porque alega que não a cometeu. Ele teve de desembolsar R$ 127 e ainda perdeu cinco pontos na carteira. Mas o pior, segundo diz, é que foi induzido a erro por um marronzinho, junto com dezenas de outros motoristas.

Segundo Carvalho, por volta das 17h daquele dia, o trânsito estava praticamente parado na avenida e marronzinhos que controlavam o fluxo mandaram vários motoristas seguirem pela faixa exclusiva de ônibus para aliviar o congestionamento. "Eles só não avisaram os operadores do radar que a ordem havia partido deles. Por isso, alguns dias depois, para minha surpresa, a multa chegou em casa", diz.

Por causa dessa infração, Carvalho agora acumula 11 pontos na carteira. "Isso é uma irresponsabilidade com quem paga impostos, é a prova de que existe uma indústria da multa", acusa. "Vou recorrer até a última instância e tentar anular a minha multa e a de outros motoristas que, com certeza, também a receberam."

A cidade de São Paulo conta com 577 radares

A cidade de São Paulo tem 577 radares espalhados por ruas e avenidas de quase todos os bairros. Desse total, 177 são os chamados inteligentes, para Leitura Automática de Placas. Desde o final do ano passado eles são responsáveis por multar os veículos que não passaram pela inspeção veicular ambiental. A multa é de R$ 550. Além dos equipamentos fixos e móveis, os motoristas paulistanos ainda estão sendo observados ao volante por marronzinhos e policiais militares do recém-criado Comando de Policiamento de Trânsito.

2.450
é o número de agentes de trânsito espalhados na cidade

Policiais envolvidos em fraudes no Litoral Sul

A Corregedoria da Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) investigam há um ano as atividades de uma quadrilha formada por policiais da Ciretran de Peruíbe, no Litoral Sul. O delegado responsável pelo órgão, que está preso, é acusado de comandar um esquema de transferência de pontos e anulação de multas que envolve servidores administrativos e despachantes.

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