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04/02/2011 - SIC Online / Lusa Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

"Presumíveis fraudes" levaram 750 milhões de euros do BPN, afirma Carlos Costa


O governador do Banco de Portugal revelou hoje que "presumíveis fraudes" são responsáveis pela fatia de leão do 'buraco' financeiro de cerca de 2 mil milhões de euros do BPN.

Segundo Carlos Costa, as imparidades do Banco Português de Negócios (BPN) ascendem atualmente a 2.078 milhões de euros, das quais "grande parte, 750 milhões de euros, terão sido resultantes de presumíveis fraudes".

O governador do Banco de Portugal está a responder às questões dos deputados sobre o BPN no Parlamento.

Depois, 330 milhões de euros foram provocadas pelas difíceis condições em que se encontram as empresas do grupo Sociedade Lusa de Negócios (SLN), antiga dona do BPN, que se financiavam junto do banco.

E o restante montante terá sido provocado pela deterioração do ambiente económico nos dois anos que se seguiram à nacionalização, marcados pela mais grave crise desde a Grande Depressão de 1929.

Em conformidade com as informações prestadas nas audições do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, do presidente da CGD, Faria de Oliveira, e do presidente do BPN, Francisco Bandeira, atualmente, o 'buraco' financeiro do BPN ultrapassa os dois mil milhões de euros.

Já o valor total das assistências de liquidez recebidas pelo BPN do banco estatal ascendem a quase cinco mil milhões de euros.

BdP quer mais informações sobre plano de refundação

O plano entregue pela gestão do BPN ao Banco de Portugal que visa o relançamento do banco foi alvo de análise do supervisor, mas a entidade quer mais detalhes sobre alguns aspetos para tomar uma decisão sobre o projeto.

O governador do Banco de Portugal explicou aos deputados que recebeu um plano - tal como Francisco Bandeira, presidente do BPN, já havia anunciado - para o período entre 2011 e 2014, que visa o reposicionamento do BPN e a criação de uma nova marca.

"O BPN considerou ser necessário aprofundar alguns pontos do plano", revelou Carlos Costa.

"Temos todo o interesse em contribuir para a normalização da situação do BPN. O Banco de Portugal é o primeiro interessado nesta normalização", salientou o governador.

"CGD não tem nenhuma perda resultante da gestão do banco"

"A Caixa Geral de Depósitos (CGD) não tem nenhuma perda patrimonial resultante da gestão do BPN", assegurou Carlos Costa, frisando que o único prejuízo para o banco estatal passa pelas "perdas resultantes dos meios colocados ao dispor do acionista [Estado] necessários para dar a volta à situação".

Carlos Costa revelou que o aumento de capital de até 500 milhões de euros pedido pela administração liderada por Francisco Bandeira para possibilitar o relançamento da instituição, em cumprimento com as exigências de capital do Banco de Portugal, "ainda não foi concretizado".

Questionado pelos deputados, o governador explicou que as imparidades foram limpas do balanço do BPN, caso contrário, "se as imparidades ficassem dentro do BPN, o aumento de capital teria que ser maior".

BPN terá de constituir provisões para crédito em incumprimento

"O Banco Português de Negócios (BPN) vai ter de constituir provisões para o crédito que não foi transferido", disse ainda Carlos Costa.

Segundo o governador, "o BPN vai ficar com um rácio em linha com o que é o sistema", na ordem dos 3 por cento de crédito em incumprimento.

"Não é crédito perdido", salientou Carlos Costa.

Na primeira metade de janeiro foram ouvidos, no mesmo âmbito, Francisco Bandeira, presidente do BPN, Teixeira dos Santos, ministro das Finanças, e Faria de Oliveira, presidente da CGD.

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