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13/07/2007 - Gazeta Mercantil Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Casal Garotinho é envolvido em desvio de recursos da Petrobras


Brasília, 13 de Julho de 2007 - No mesmo dia em que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio decretou a inelegibilidade por oito anos, o casal que governou o estado entre 1999 e 2007, Antonhy Garotinho e Rosinha Matheus recebeu um novo golpe. Ontem a Polícia Federal e o Ministério Público informaram que vão abrir investigações para apurar a suposta relação das Organizações Não Governamentais (ONGs) envolvidas nas fraudes na Petrobras com os desvios de recursos detectados durante os governos do casal. O elo entre os supostos desvios é o Centro Brasileiro de Defesa da Cidadania (CBDDC) que aparece nos dois casos: teria recebido R$ 105,6 milhões do governo do Rio, em 2005, e é acusada agora de participar da fraude que resultou em prejuízos estimados em R$ 60 milhões para a Petrobras.
O delegado Cláudio Nogueira disse que há fortes indícios de o mesmo grupo tenha servido de fachada para lavar o dinheiro ilícito nos dois casos. Além do CBDDC, serão investigadas outras três entidades que aparecem na Operação Águas Profundas: Instituto Nacional de Ensino e Pesquisa da Administração (Inep), Instituto Nacional de Aperfeiçoamento da Administração Pública (Inaap) e Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Treinamento (IBDT). Segundo a polícia, essas entidades atuavam como intermediárias na distribuição da propina entre a Angraporto Offshore e as empresas fantasmas usadas pelo grupo para movimentar o dinheiro e burlar a fiscalização do Fisco.
O homem acusado de montar o esquema é o contador Ruy Castanheira, que recebia os cheques Angraporto, depositava nas contas das empresas fantasmas, justificando as movimentações com notas fiscais frias que ele mesmo emitia. O dinheiro saía da Angraporto como despesas de serviços e voltava aos donos, Fernando Stérea, Mauro Zamprogno, Wladimir Pereira Gomes e Simon Clayton (dono de outras empresas) em espécie para burlar o Fisco. O grupo usava contrato de empresas fantasmas com as ONGs para emitir notas fiscais frias. "Essas ONGs já vinham sendo investigadas pela Polícia Federal. Há suspeita de que sejam braços políticos. Os dados sobre elas agora serão cruzados", afirmou o delegado. Se surgir indício de envolvimento de outros políticos ligados ao grupo de Gatorinho, no PMDB, a Polícia Federal e o Ministério Público podem instaurar um novo inquérito.
Novas evidências sobre as ramificações da quadrilha devem surgir da análise dos contratos apreendidos pela Polícia Federal em escritórios e residências de integrantes do grupo em São Paulo, interior do Rio, Paraná, Santa Catarina e Espírito Santo. A perícia começa a ser feita na próxima segunda-feira em cerca de mil páginas de contratos, separadas pelos policiais nos alvos de mandados prisão e de busca. Todos eles são relacionados à reforma e manutenção de plataformas marítimas da Petrobras, a maioria no Rio de Janeiro. Segundo a polícia, o conteúdo do material encontrado vai revelar se a quadrilha tem ramificações em outros estados - o que o delegado Cláudio Nogueira acha provável - e os nomes de novas empresas que também teriam se beneficiado da mesma metodologia para fraudar licitações da Petrobras.
Por sugestão da PF e do Ministério Público a estatal vai aprofundar a auditoria nos setores de licitação e contratação de serviços. O principal foco de fraudes, segundo apontam as investigações, eram os chamados aditivos de contratos feitos entre a Agroporto Offshore, a Iesa e a Mauá-Jurong com a Petrobras. Parte deles foi usada para justificar os desvios.

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