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13/07/2007 - Gazeta do Oeste Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

‘Clube pode ter sido utilizado para lavagem de dinheiro’


Os procuradores Sílvio Luís Martins de Oliveira e Rodrigo de Grandis explicaram ontem que o Corinthians foi utilizado apenas como uma porta de entrada para o russo Boris Berezovski, real dono da MSI, lavar dinheiro no Brasil dos crimes que cometeu na Rússia.

Na denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal e acatada pelo juiz Fausto Martin de Sanctis, o clube é apontado como um instrumento inicial para que o magnata entrasse no país com autorização do governo para investir, entre outras coisas, em biodiesel e aviação.

O nome do clube foi utilizado inclusive para influenciar membros do governo na tentativa de conseguir asilo político para Boris. As escutas telefônicas feitas nos últimos 14 meses pelo MPF interceptaram conversas neste sentido, envolvendo alguns políticos, entre eles o ex-ministro José Dirceu.

"O Corinthians foi utilizado para dar aparência de legitimidade ao dinheiro que entrou no país de forma ilícita. Eles criaram empresas offshore para enviar dinheiro proveniente dos crimes do Boris" explicou o promotor Sílvio Luís Martins de Oliveira.

A atitude só foi possível, na avaliação do MPF, com conivência do presidente do Corinthians, Alberto Dualib e do vice-presidente Nesi Curi. Os dois foram denunciados por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Até o momento, os procuradores não viram necessidade de expedir um mandado de prisão aos envolvidos que residem no Brasil.

"Não pedimos que eles fossem presos porque, neste momento, não vimos motivo para isto. Eles residem no Brasil e acredito que vão comparecer quando chamados", disse Martins. "Agora, se eles tiverem atitudes neste período que julguemos estranhas, podemos tomar outra decisão", completou, esclarecendo que os envolvidos não estão proibidos nem sequer de viajarem ao exterior.

Além de Dualib e Nesi, foram denunciados o empresário Renato Duprat, dito como testa-de-ferro de Boris Berezovski, Paulo Angioni, ex-diretor do Corinthians, da MSI e hoje no Vasco, e o advogado Alexandre Verri.

A Justiça brasileira ainda enviou um pedido de prisão à Interpol dos três envolvidos que residem fora do país: Kia Joorabchian, Boris Berezovski e Nojan Bedroud. "O pedido de extradição também foi feito. Agora cabe à Justiça inglesa tomar uma atitude, o que eu acredito ser muito difícil acontecer, já que o Boris, por exemplo, já tem outros pedidos de extradição de outros países negados", disse Martins.

Agora, segundo o promotor, os envolvidos serão ouvidos no final de agosto, dando início ao processo que pode culminar na prisão dos envolvidos.

"A investigação vai dizer se tudo que foi apresentado na nossa denúncia e acatado pela Justiça está correto", afirmou Rodrigo de Grandis. "Existem muitos pontos que precisamos esclarecer", completou.

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