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27/01/2011 - Bagarai Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

McAfee faz balanço de uma década de cibercrime

Desde o bug do milênio, em 2000, cibercriminosos desenvolvem diferentes formas de ataques; atualmente os sites de relacionamento estão entre os alvos desses golpistas.

Na última década, a Internet protagonizou as principais mudanças na forma de se comunicar, dos contatos interpessoais ao compartilhamento de informação e até à realização de negócios. No entanto, o cibercrime também prosperou durante esse período e custou aos consumidores centenas de milhões de dólares. Com o objetivo de desvendar as atividades dos cibercriminosos nos últimos dez anos, a McAfee (NYSE: MFE) apresenta o estudo intitulado Uma boa década para o cibercrime, que faz uma análise das táticas desses criminosos.

De acordo com o diretor de pesquisa de segurança e comunicação do McAfee Labs, Dave Marcus, hoje o cibercrime é um dos setores que mais cresce e lucra. “Desde a criação do vírus (worm) ‘I Love You’, em 2000, até as ameaças atuais, observamos que esses cibercriminosos e suas táticas tornaram-se mais sofisticados. Os dias de danos ou destruição, que serviam apenas para os hackers se vangloriar, acabaram; o que importa agora é ganhar dinheiro e não ser apanhado”, informa o executivo.

Segundo a entidade Internet World Stats, o uso da Web cresceu de 361 milhões de usuários, em 2000, para quase 2 bilhões de usuários em 2010. Com o crescimento e a popularização da Internet, o aumento dos sites, do comércio eletrônico e de oportunidades de receita, a Web tornou-se um importante alvo para os criminosos virtuais.

O retrato de uma década

Entre os worms mais devastadores desta última década está a falsa demonstração de afeto do vírus “I love you”, que causou danos da ordem de US$ 15 bilhões. O worm “I love you”, cujo nome era a indicação na linha de assunto do e-mail, revelou-se irresistível em 2000, quando milhões de usuários abriram a mensagem de spam e baixaram o arquivo anexado “love letter”, um vírus implacável.

Em 2004, a contaminação em massa causada pelo worm MyDoom lidera a lista da McAfee em termos de prejuízos financeiros, estimados em US$ 38 bilhões. Esse worm em forma de spam reduziu o acesso global à Internet em 10% e a alguns sites em 50%. Em 2007, milhões de computadores foram contaminados pela ameaça Conficker, com prejuízo em torno de US$ 9,1 bilhões. Nesse ataque, os criminosos virtuais passaram da notoriedade ao profissionalismo. O Conficker foi projetado para baixar e instalar malwares de sites controlados por criadores de vírus.

Principais golpes

Software de antivírus falso é um dos golpes mais traiçoeiros e bem-sucedidos dos últimos anos. Os criminosos virtuais apostam no medo dos usuários de que seu computador e suas informações estejam em situação de risco, exibindo pop-ups enganosos que solicitam que a vítima adquira um software de antivírus. Ao efetuar essa compra, as informações referentes ao cartão de crédito são roubadas e um malware é transferido em vez do software de segurança.

Outra tentativa são os golpes denominados phishing, formas de enganar os usuários para que esses forneçam suas informações pessoais, uma das ameaças da Internet mais comum e persistente. O phishing pode vir em e-mails de spam, mensagens instantâneas de spam, solicitações de amigo falsas ou postagens em rede sociais.

Além destes, nos últimos anos, os criminosos virtuais se tornaram adeptos da criação de sites falsos que se parecem com os reais. Os criminosos desenvolvem constantemente armadilhas na Internet, desde sites bancários falsos até sites de leilões e páginas de comércio eletrônico cujo objetivo é aguardar que o usuário digite o número do cartão de crédito ou outras informações pessoais.

Ao analisar as futuras tendências do cibercrime, o McAfee Labs prevê a continuação de golpes e truques envolvendo redes sociais, como links mal-intencionados, solicitações de amigos falsas e tentativas de phishing. Os golpes provavelmente devem ficar mais sofisticados e personalizados, especialmente se os usuários continuarem a compartilhar grande quantidade de informações.

Para obter mais informações sobre o relatório, clique aqui: Uma boa década para o cibercrime

Sobre a McAfee

A McAfee, sediada em Santa Clara, Califórnia (EUA), é a maior empresa do mundo dedicada à tecnologia de segurança. A empresa provê soluções proativas e com qualidade comprovada, além de serviços que ajudam a manter sistemas, redes e dispositivos móveis protegidos mundialmente, permitindo aos usuários conectarem-se à Internet, navegarem e realizarem compras pela Web com segurança. Apoiada pelo incomparável centro Global Threat Intelligence, a McAfee desenvolve produtos inovadores que capacitam os usuários domésticos, as empresas dos setores público e privado e os provedores de serviços, permitindo-lhes manter a conformidade com as regulamentações de mercado, proteger dados, prevenir interrupções, identificar vulnerabilidades e monitorar continuamente dados, além de incrementar a segurança. A McAfee protege o seu mundo digital.

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