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22/01/2011 - Diário de Canoas Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Homem dado como morto vendia carros usando documentos falsos

Por: Sílvio Milani

Comerciante, cuja certidão de óbito é de 2001, foi preso na manhã de sexta-feira em casa.

Novo Hamburgo - Uma abordagem de rotina no trânsito de Novo Hamburgo, há seis meses, levou a Brigada Militar a um complexo esquema de falsificação de documentos no mercado de automóveis. Um motorista sem habilitação dirigia um carro em nome de um morto que era proprietário de mais de 200 veículos. A certidão de óbito é de fevereiro de 2001, mas ele está vivo. O comerciante Carlos Antonio Nunes Dias, 52 anos, foi preso na manhã de sexta-feira (21) em casa, na Rua Esteio, bairro Ideal, com uma pilha de documentos falsos. Estava com prisão preventiva decretada pelo Judiciário e foi autuado em flagrante pela Polícia Civil. Em uma revenda na Avenida Vereador Adão Rodrigues de Oliveira, no mesmo bairro, a BM apreendeu 18 motos e cinco automóveis de Dias. Há ainda veículos em nome da mulher dele, Maria Estélia Dias, dada como morta em 2003, aos 39 anos, e de outro morto com identidade ainda não confirmada. A BM apreendeu, porém, cheques de 2004 a 2008 com a assinatura de Maria Estélia.

Sem cadáver

Qual o lucro obtido com o esquema? É o que fica para a Polícia Civil apurar após a prisão e apreensões da Brigada, que foram das 11h30 até o final da tarde. O indiciamento é por falsidade ideológica, mas a delegada Roberta Pretto acredita que a investigação chegará a estelionato. Possíveis seguros e pensões teriam sido arrecadados nos últimos anos. Já os carros de Dias tinham procurações para familiares e amigos, possivelmente para driblar o fisco. Morto não paga imposto. Mas como conseguiram atestado de óbito sem cadáver? "Será uma profunda investigação", diz a delegada.

Muito vivo

No atestado de óbito de Carlos Dias, a causa da morte é parada cardiorresporatória, insuficiência aguda respiratória e outros problemas clínicos. Ontem, na delegacia, ele disse estar bem de saúde. A mulher de Dias também teria morrido de doença.


"Tenho várias vidas"

Como foi feito seu atestado de óbito?
Carlos Antonio Dias - Não participei disso. Eu estava em Caçapava. Quando voltei a Novo Hamburgo, uns seis meses depois, fiquei sabendo que estava morto.

E por que não foi à Polícia?
Dias - Ia complicar muitas pessoas. Aí me conseguiram documentos. Tenho várias vidas com outros nomes.

O senhor não tinha medo de ser preso?
Dias - Eu tinha medo de um dia ser descoberto. Mas estava tudo bem feito. Documentos legítimos. Até as identidades.

Os carros e outros bens são oriundos da fraude?
Dias - Não. Não posso dizer quem ganhou com isso. Meu patrimônio foi com meu antigo trabalho.

E os mais de 200 carros?
Dias - É tudo legal. Não tem nada roubado. E o dono da revenda não tem nada a ver com isso. Eu só deixava os veículos lá para vender.

Sua mulher realmente está morta?
Dias - Ela sim. Está enterrada no Cemitério Municipal.

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