Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

19/01/2011 - Económico Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Como funciona o sistema de alarme dos bancos

Por: Sandra Almeida Simões


Comunicação dos bancos às autoridades está mais célere.

A origem lendária da expressão "lavagem de dinheiro" remonta à cadeia de lavandarias que o mítico líder da máfia de Chicago, Al Capone, adquiriu na década de 20. Hoje, as fachadas usadas para encobrir as vantagens provenientes de actividades ilícitas são mais sofisticadas, tal como os meios de prevenção e repressão. Ainda assim, calcula-se que cerca de 700 mil milhões de euros circulem anualmente, em todo o mundo, pelos esquemas de branqueamento de capitais. Saiba como funcionam as unidades de prevenção das instituições bancárias e os indícios que colocam os clientes no radar da justiça.

1 - Quais os objectivos das unidades de prevenção?
A utilização das instituições bancárias em actividades que favoreçam a expansão do crime organizado ou o financiamento do terrorismo compromete seriamente a reputação, estabilidade e fiabilidade do sistema financeiro. Por isso, os bancos desenvolveram unidades de prevenção ao branqueamento de capitais que, na prática, são mecanismos de controlo interno que respondem às exigências da legislação em vigor. Para este combate tem sido essencial a articulação com o Banco de Portugal, CMVM, ISP e Ministério da Justiça.[CORTE_EDIMPRESSA]

2 - Quais as transacções que geram alerta no sistema dos bancos?
Dúvidas sobre a veracidade ou adequação dos dados de identificação previamente obtidos junto dos clientes bancários são sinónimo de um primeiro alerta. As transacções que, independentemente do seu valor, revelem um carácter atípico, tendo em conta o perfil ou actividade do cliente, geram uma averiguação inicial. Além da origem e destino dos bens e rendimentos, também os meios de pagamento utilizados obrigam a rastreio.

3 - Quais as operações que conduzem a uma análise aprofundada?
Segundo a actual legislação, os bancos devem estar atentos às relações de negócio estabelecidas entre os seus clientes ou quando estes efectuem transacções ocasionais de montante igual ou superior a 15 mil euros. Neste radar de investigação pode entrar uma única operação ou várias transacções que aparentem estar relacionadas entre si.

4 - Perante indícios, quais os procedimentos adoptados pela banca?
Após o cumprimento do "dever" de identificação e análise de contas, depósitos, transacções que se revelem suspeitas, os bancos devem comunicar "pronta e cabalmente" essas informações ao Ministério Público e à Unidade de Informação Financeira da Polícia Judiciária. Os bancos podem recusar ou cancelar qualquer operação quando a mesma suscitar dúvidas sobre a sua legalidade.

5 - Quais as coimas previstas por lei?
Quando a infracção for praticada no âmbito da actividade de uma instituição financeira, a coima vai de 25 mil euros a 2,5 milhões de euros, se o agente for uma pessoa colectiva. No caso dos particulares, a coima oscila entre os 12.500 euros e os 1,25 milhões de euros. Existem ainda sanções acessórias.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 130 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal