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18/01/2011 - Diário de Coimbra Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Escriturária condenada por se ter apropriado de 175 mil euros

Por: Orlando Cardoso


O Tribunal de Pombal condenou ontem a uma pena de três anos de prisão uma jovem escriturária por se ter apropriado, durante quatro anos, de mais de 175 mil euros da empresa onde trabalhava. A pena está suspensa, durante três anos, para que a antiga funcionária restitua, pelo menos, metade do dinheiro desviado.
De acordo com o colectivo de juízes, Paula Barros apropriou-se, durante quatro anos, de um montante superior a 176 mil euros de uma empresa de comercialização de materiais de construção civil, sedeada em Pombal, onde exercia funções de escriturária, desde finais de 2002.
Para tal, «arquitectou e pôs em prática» um plano que passava pela adulteração o forjamento de documentos contabilísticos, como vendas a dinheiro e notas de devolução, chegando a falsificar assinaturas de clientes em alguns deles.
Os factos terão ocorrido desde Março de 2004, mas só foi detectado em finais de 2008, quando o Revisor Oficial de Contas procedia à supervisão da contabilidade da empresa. Na ocasião, Paula Barros encontrava-se ausente do serviço, em gozo de licença de maternidade, quando foi chamada à empresa, tendo assinado um documento de confissão de dívida e rescindido a respectiva relação laboral. Também naquela altura restituiu à empresa mais de 31 mil euros.
Segundo o colectivo de juízes, a escriturária «actuou de forma livre e consciente», tendo em audiência de julgamento assumido parte dos factos constantes da acusação.
No final da leitura do acórdão, a juíza presidente do colectivo considerou que «a sociedade tem regras» apesar de «algumas cabeças pensarem o contrário». «Numa empresa com um volume de negócios como esta, situações destas podem acontecer durante um, dois ou três anos, mas acaba por ser detectado», acrescentou Maria João Velez, adiantando que o tribunal não deu como provados todos os factos da acusação, uma vez que a perícia não conseguiu fazê-lo.
Contudo, «nada semelhante» aconteceu na empresa, «nem antes nem depois» mas apenas «durante o período em que lá trabalhou», disse, acrescentando que «fez um rombo de grande monta».
Dirigindo-se à arguida, a juíza disse que a pena aplicada «é uma oportunidade que o tribunal lhe dá». «O que o tribunal quer é que cumpra a decisão e entregue metade do valor durante três anos, já que a totalidade será difícil», até porque «não quer que vá para a cadeia», disse, acrescentando que «a outra metade também terá de ser paga, mas não é condição para a suspensão da pena».
Paula Barros é casada e mãe de três filhos menores. Conjuntamente com o seu marido é sócia de uma empresa de estuques e encontra-se a frequentar a licenciatura em Direito.
Foi condenada pela prática de um crime de abuso de confiança e outro de falsificação de documentos, ambos, de forma continuada.

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