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10/07/2007 - Correio Braziliense Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Com alto padrão de vida, Brasília atrai estelionatários de todo País

Por: Cecília de Castro


A capital federal tem sido um dos lugares favoritos das quadrilhas de clonagem de cartões bancários. Cerca de 45% dos criminosos que agem em Brasília são provenientes de outros estados do País. Hoje, dos 70 inquéritos abertos na Delegacia de Repressão a Furtos (DRF), 23 são referentes a cartões clonados. Desses, 13 envolvem pessoas oriundas das regiões da Bahia, Belo Horizonte, Ceará, Goiânia, Santa Catarina e São Paulo. A preferência pelo Distrito Federal é conseqüência da grande movimentação econômica gerada pelo funcionalismo público.

Segundo o delegado-chefe da DRF, Eric Seba, o alto poder aquisitivo da população de Brasília e a grande quantidade de funcionários públicos, mais de 60% dos habitantes, são os principais fatores da migração de criminosos de outros estados para a capital. “O Judiciário, Legislativo, Executivo, órgãos da segurança pública e educação, por exemplo, têm data certa para receber seus salários. Ainda por cima é possível calcular os rendimentos dessas pessoas, o que não é comum em outras cidades brasileiras”, afirma Seba.

Para o delegado-chefe da DRF as quadrilhas de clonagem de cartões bancários descobriram uma mina. “Normalmente, a cada 100 cartões clonados, 30 ou menos são utilizados pelos criminosos. Mas, no caso de Brasília, esse índice é maior porque as chances de pegar uma conta sem saldo bancário positivo são bem menores”, diz. Na última quinta-feira, um funcionário público da área de segurança teve todo o dinheiro retirado de sua conta, no mesmo dia em seu salário havia sido depositado.

Seba também explica que normalmente os grandes centros são os locais mais procurados pelas quadrilhas. “A vida agitada da população faz com que as pessoas demorem a perceber que foram lesadas”, conta. Há um mês uma quadrilha de São Paulo sacou mais de R$ 700 mil, em quatro meses, da conta de idosos. “Uma das vítimas só percebeu que havia sido roubada quando a investigação entrou em contato em ele”, diz. Uma outra peculiaridade dos brasilienses é que a classe social também é bem definida de acordo com o local em que a pessoa reside. “Essa quadrilha de São Paulo, por exemplo, escolheu as agências bancárias da Caixa Econômica Federal (CEF) e do Banco do Brasil do final da Asa Norte e Asa Sul por serem freqüentadas por aposentados e pioneiros da cidade”, afirma.


Cuidados
• Evitar usar agências isoladas e durante a noite
• Evitar caixas eletrônicos fora do banco
• Nunca aceitar a ajuda de estranhos
• Na hora de digitar a senha do cartão, procurar fazer sempre de forma discreta
• Não conversar com outras pessoas ou no celular quando estiver na fila do caixa eletrônico

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