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05/01/2011 - Correio da Manhã Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

"Fraude pagava o défice"

Por: Tânia Laranjo


Paulo Morais diz que a corrupção é o maior imposto pago pela comunidade. E que é urgente discutir enriquecimento.

Correio da Manhã - Concorda com a criminalização do enriquecimento ilícito?

Paulo Morais - Não tenho opinião definida, mas o assunto deve ser urgentemente discutido. A minha opinião é tendencialmente positiva e, perante a dimensão a que chegou a corrupção, começa a ser importante que os titulares dos cargos públicos estejam disponíveis para explicar onde adquiriram o património.

- A corrupção enfraquece o estado de Direito?

- A corrupção é o factor principal para a crise em que vivemos. É o maior imposto que a comunidade paga. Porque a corrupção acaba por acontecer sempre que os bens da comunidade são transferidos apenas para as mãos de alguns. Bastará pensarmos na economia paralela, que noutros países da Europa ronda os 10 por cento e em Portugal atinge os 25 por cento. Se esta fraude fosse taxada, dava para pagar o défice.

- É possível mudar?

- Quando o nível de promiscuidade entre os negócios e a política atinge o seu máximo no Parlamento, a situação começa a ser muito complicada. É esta a democracia em que vivemos.

- Abandonou o pelouro de vereador do Urbanismo na Câmara do Porto por não pactuar com essa promiscuidade?

- A interpretação de como deveria exercer as minhas funções era diferente do entendimento do então presidente da Câmara e também do partido. Por isso, decidi sair.

- Denunciou vários casos?

- Estava, na altura, ligado ao urbanismo. Fui consequente nas minhas denúncias, entreguei o que achava ser relevante para os processos. Fi-lo em sede própria, no Ministério Público, e é evidente que, num país com uma democracia moribunda, deve perguntar-se o motivo para se demorar tanto tempo a investigar.

- O que fazer para melhorar este estado de coisas?

- Acho fundamental que os tribunais actuem para ressarcir a comunidade. Se, por exemplo, é construído ilegalmente um prédio de três andares, ele deve ser demolido.

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