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08/07/2007 - A Tarde Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Internet facilita o estelionato intelectual

Por: Fabiana Mascarenhas


A internet é apontada como um dos principais disseminadores da prática do plágio. Com a facilidade de acesso aos trabalhos e a possibilidade de, por meio de um Ctrl C+Ctrl V, ter o material em mãos, ficou muito mais prático plagiar um trabalho e assumir a sua autoria.

Na opinião do procurador do Estado e professor universitário Cláudio Cairo, contudo, o problema não se restringe ao seu uso. “Creio que a certeza da impunidade e a falta de um valor ético também contribuem consideravelmente para o crescimento de plágios”, diz Cairo, que, além de ter participado de uma banca em que um aluno cometeu o ato ilícito, atualmente move um processo contra um auditor fiscal que plagiou o seu trabalho de mestrado.

Para o professor universitário e jornalista Marcos Dias, os motivos que levam estudantes a utilizarem recursos inadequados em trabalhos acadêmicos são muitos. “Há o não comprometimento em relação ao processo de aprendizagem, a preguiça, o ‘tarefismo’, que é o excesso e acúmulo de tarefas que nada acrescentam na formação do estudante, e a insatisfação com o curso”, considera.

Na opinião do professor, algumas instituições de ensino devem estar atentas para a sua parcela de responsabilidade. “É preciso pensar também se a universidade está formando cidadãos que possam articular idéias. Eu não sei até que ponto determinadas instituições ensinam seus alunos a pensar, a desenvolver um raciocínio crítico e próprio”, indaga Dias.

Assim pensa também o diretor da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Nelson Pretto. “O plágio sempre existiu e sempre existirá. O problema maior é o estudante fazer de conta que produziu e o professor fazer de conta que leu e avaliou o trabalho. A cópia é uma conseqüência dessa posição antiética que estamos vivendo”, diz.

Nelson Pretto chama a atenção para outro fato: a internet que é utilizada para copiar também é a mesma que pode identificar a fraude. “Se o aluno está sendo realmente acompanhado pelo professor, o plágio será identificado. Sabemos que se trata de cópia quando conhecemos o aluno, sabemos o estilo, o modo de escrever de cada um deles e dos próprios autores que estão sendo copiados. Basta pegar um trecho suspeito e colocar no Google que saberemos, mas muitos não fazem isso”, comenta

COMISSÃO – Normalmente, as instituições possuem um regimento próprio para os casos de plágio. Em caso de denúncia, elas instalam uma comissão para avaliar a suspeita e aplicar a pena. Foi o que aconteceu na Faculdade 2 de Julho, onde o estudante de direito, Frank Anthony Deering, plagiou um trabalho de outra estudante de direito, só que da Faculdade Ruy Barbosa, Fernanda Ferreira (veja matéria na página 7). Frank teve que devolver um prêmio ganho com o trabalho copiado e foi suspenso das atividades acadêmicas por 60 dias. “Não admitimos atos dessa natureza na nossa instituição. Por isso, procuramos punir o aluno da maneira mais correta, para que outros não venham a fazer o mesmo”, diz o diretor da 2 de Julho, Josué Mello.

Questionado sobre a possibilidade de expulsão em determinados caoss, Mello diz considerar essa uma atitude radical. “Somos educadores e acreditamos que o ser humano é suscetível a mudanças no seu comportamento. Uma atitude dessa pode prejudicar a vida inteira de um aluno”, opina. Assim também pensa o professor e procurador Cláudio Cairo. “Creio que os casos de expulsão só deveriam ser aplicados em situações de reincidência”, opina.

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