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04/01/2011 - O Pioneiro Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Atestados de saúde falsos são vendidos em Caxias do Sul

Por: Babiana Mugnol

Empregados compraram documento por cerca de R$ 20.

A venda de atestados de saúde prejudica médicos, cujas assinaturas são falsificadas, e empresas de Caxias do Sul, por conta das faltas de trabalho sem desconto salarial. Na fraude, o carimbo de unidades básicas de saúde (UBSs) e dos médicos são idênticos aos legítimos, mas a assinatura entrega o golpe. O funcionário de um mercado contou como comprou atestado:

— Vizinhos me falaram que tinha um cara que vendia. Fui à casa dele e ele me disse que custava R$ 20. Ele tinha no armário e nas gavetas um bloco com um monte de atestados e carimbos de posto de saúde, mas ele mesmo assinava. Ele só me perguntou o nome e quantos dias eu queria — revelou o trabalhador.

A Secretária Municipal da Saúde, Maria do Rosário Antoniazzi, diz que foram poucas as ocasiões em que esses delitos foram constatados.

— Porém, todas as vezes em que ocorreram, houve furto de folhas ou talões de receituários precedentes. Os casos que foram comunicados à secretaria foram apurados civil e administrativamente. Mas, até o momento, não houve envolvimento de nossos servidores — assegura a secretária.

O delegado regional Paulo Roberto Rosa da Silva ressalta que é preciso registrar ocorrência para a polícia investigar. Pelo menos três inquéritos desse tipo estão abertos em Caxias, conforme o delegado. Paulo destaca ainda que os compradores dos atestados falsos também são responsabilizados.

O clínico geral Tiago Augusto Schmidt registrou ocorrência ainda em 2008. Contudo, um atestado em seu nome foi emitido em setembro de 2010, como se Schmidt fosse médico da UBS do bairro Santa Fé, onde não trabalha desde junho do ano passado. Em setembro, o profissional já atendia em Novo Hamburgo.

— Cada vez que isso acontece, tenho de fazer boletim policial para me preservar de ser acionado judicialmente. A única forma de evitar isso é descobrir quem está vendendo esses atestados — cobra.

A médica infectologista Andréa Gurgel Batista Leite Dal Bó enfrenta o mesmo problema. Seu nome consta em atestados com carimbos da UBS do bairro Vila Ipê. Em novembro, ela registrou ocorrência policial.

— Nunca trabalhei no Vila Ipê. Trabalhei de abril a julho deste ano, no Santa Fé. Eles estão sujando o nosso nome — reclama.

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