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30/12/2010 - DCI Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Perdas de energia no Brasil superam os R$ 8 bi ao ano

Por: Maurício Godoi


SÃO PAULO - As perdas de energia elétrica no Brasil alcançaram mais de R$ 8 bilhões, de acordo com os números de 2009 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), presidida atualmente por Nelson Hubner. A maior fonte desse prejuízo bilionário às distribuidoras é causada pelas chamadas perdas comerciais, popularmente chamados de "gatos", que representaram R$ 7,8 bilhões de desvios. No total, as perdas chegam a 18% de toda a energia que é gerada no Brasil.

De acordo com o engenheiro elétrico Cyro Boccuzzi, membro sênior do instituto IEEE, enquanto na Europa as perdas técnicas estão em 7% e as comerciais em 1%, no Brasil as perdas técnicas estão em 7,5%, mas as comerciais chegam a até 10%. "Nos últimos anos vimos uma melhoria de vida e da renda do brasileiro, mas o índice de perdas não evoluiu na mesma proporção, mesmo com programas sociais como o Luz para Todos. Infelizmente, os índices de perdas médias ainda são elevados e afetam a competitividade do País, pois a ineficiência do setor acaba sendo compartilhada com todos os consumidores", alertou ele.

Boccuzzi, que também é vice-presidente Executivo da Enersul, disse que se essas perdas fossem reduzidas até mesmo a conta de energia poderia ter o preço reduzido. Isso porque essa fraude no sistema elétrico leva ao desperdício de energia e consequentemente a uma maior necessidade de geração. "Haveria a possibilidade até mesmo de o Operador Nacional do Sistema (ONS) não precisar despachar energia de termoelétricas, que são mais caras e poluentes que as hidroelétricas", estimou ele.

Para evitar as perdas comerciais, Boccuzzi ressalta que a instalação exclusiva de equipamentos de tecnologia elevada resolve apenas parte do problema.

As empresas que têm conseguido reduzir as perdas atuam junto às comunidades carentes no sentido de promover orientação para o uso, eventualmente até promovendo a doação e a troca de equipamentos de alto consumo, como chuveiros e geladeiras, para que os consumidores tenham maior eficiência interna em sua casa e redução do valor de sua conta.

"Dependendo do estado de um equipamento como a geladeira, pode-se reduzir em até 30% o consumo de energia somente com a vedação de suas borrachas", indicou ele. Apesar de existir uma solução e as distribuidoras serem obrigadas a investir em ações de eficiência energética, a ação de verdadeiras quadrilhas eleva o indicador de perdas comerciais das distribuidoras.

Para se ter uma dimensão do problema, de acordo com os últimos dados da Light, referentes ao terceiro trimestre de 2010, as perdas comerciais nos últimos 12 meses em sua área de atuação somaram 5,330 mil GWh ou 42,1% do mercado de baixa tensão, aquele que atende casas e pequenos comércios. Esse volume representa 15,18% do total distribuído pela empresa. Em comparação ao mesmo período anterior, houve uma redução nesse desvio de energia de 0,3 ponto percentual.

Já a Eletropaulo reportou, no mesmo período, perdas totais de 11% do volume comercializado. Destes, 5,3% eram perdas comerciais.

Segundo a empresa, esse resultado foi alcançado devido à intensificação do programa de recuperação de instalações cortadas; no terceiro trimestre de 2010 foram recuperadas 11,3 mil instalações, enquanto no ano anterior esse número havia sido de 6,1 mil. Além disso, as inspeções para a detecção de fraudes chegaram ao número de 79,2 mil inspeções, com as quais foram constatadas 11,2 mil irregularidades entre julho e setembro de 2010.

Além disso, a Eletropaulo realizou também medidas na outra frente de combate a perdas. Houve a substituição de medidores obsoletos por outros, modernos, de maior precisão de calibração e leitura. A expectativa da companhia era de fechar este ano com a troca de 120 mil medidores em 2010, um crescimento de 66,7% em comparação a 2009.

Segundo Boccuzzi, esses equipamentos mais modernos e avançados podem, além de ajudar a ter maior precisão na leitura de consumo, ser utilizados para monitorar o cliente e seus hábitos de consumo. "O que acontece com os mais modernos é que são eletrônicos, fato que possibilita a imediata descoberta do desvio de energia l", comentou ele.

No quintal de casa, ou seja, na área de concessão da Enersul, Boccuzzi aponta que o problema que o estado possui são as longas distâncias para a transmissão de energia. Por este motivo a distribuidora sul-mato-grossense apresenta índice de perda ainda elevado: 15% segundo os dados do terceiro trimestre.

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