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30/12/2010 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Vaticano adere a normas mundiais contra lavagem de dinheiro

Papa Bento XVI assinou ordem executiva para estabelecer normas internas. Banco do Vaticano é investigado desde setembro por autoridades italianas.

O Vaticano, cujo banco está sob suspeita por conta de suposta lavagem de dinheiro, anunciou nesta quinta-feira (30) novas normas para se adequar a padrões internacionais de transparência, prevenção de terrorismo, contravenção e fraude.

O Papa Bento XVI assinou um "Motu Proprio", uma espécie de ordem executiva, em que o Vaticano estabelece uma série de leis internas que prometem que o Banco do Vaticano e todos os outros departamentos vão aderir a regulações e cooperar com autoridades estrangeiras.

"A partir de agora, todas as organizações associadas ao governo da Igreja Católica (...) tornam-se parte deste sistema de princípios jurídicos e instrumentos que a comunidade internacional está criando com o objetivo de garantir uma coexistência honesta em um mundo crescentemente globalizado", diz um comunicado da Santa Sé.

As novas leis têm o objetivo de se enquadrar nas normas da FATF, uma entidade baseada em Paris que tem uma "lista" das nações que não cumprem requisitos mínimos contra a lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo.

O Banco do Vaticano começou a ser investigado pelas autoridades financeiras italianas em setembro, quando 23 milhões de euros em fundos no banco Crédito Artigiano foram "congelados", sob suspeita de lavagem de dinheiro.

A investigação judicial contra o banco da Santa Sé pôde ser aberta com base nas normas adotadas na Itália em 2007 que obrigam os bancos a divulgar a identidade dos autores e a natureza da transação.

O IOR não foi acusado diretamente de branqueamento, mas de ter omitido o fornecimento dos dados requeridos.

Outras duas operações bancárias do IOR estão sendo investigadas por um total de 900 mil euros.

O banco, formalmente conhecido como Instituto de Trabalhos Religiosos, disse que não havia irregularidades, apenas transferências entre bancos.

O chamado Banco do Vaticano administra as contas de várias ordens religiosas, assim como de associações católicas no mundo.

Com as disposições, o Vaticano poderá cunhar um maior número de euros com o rosto do Papa, até agora destinados aos colecionadores, os quais a partir de 2011 poderão ser trocados nas lojas europeias.

Banco Ambrosiano

Mas suspeitas sobre operações financeiras do Vaticano existem há décadas.

A aplicação das novas leis e a criação de uma "Autoridade para a Informação Financeira" permitem que o Vaticano entre na lista de Estados que respeitam as normas para a luta contra a lavagem de dinheiro da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento (OCDE) e o Grupo de Ação Financeira (GAFI).

As novas medidas preenchem uma lacuna na legislação do Vaticano e enviam um sinal importante de rigor, após os escândalos que estouraram nos anos 1980 pela gestão de suas finanças e suas controversas relações com banqueiros próximos à máfia siciliana.

A quebra, em 1982, do outrora maior banco da Itália, o Banco Ambrosiano (do qual o Vaticano era um acionista importante) dirigido por Roberto Calvi, encontrado misteriosamente morto sob uma ponte em Londres, e suas conexões com o "banqueiro de Deus", monsenhor Paul Marcinkus, foi um dos maiores casos político-financeiros do pós-guerra.

A investigação demonstrou que o Banco do Vaticano lavava dinheiro da máfia siciliana e mantinha conexões com a loja maçônica Propaganda 2 e agentes secretos da CIA americana.

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