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11/07/2007 - Jornal Pequeno Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Paulada na moleira


O esquema Sarney financiou a maior fraude bancária da história do Maranhão com a liquidação, bancarrota e falência do BEM, privatizado às pressas, provavelmente para esconder empréstimos a descoberto, a fundo perdido, financiamento ilegal de campanhas políticas etc.

O Bradesco comprou a bomba de efeito retardado cujos vícios e insolvência já estavam divulgados pela inquietude de políticos e sindicalistas que perceberam a tempo o rombo e os roubos, os roubos e os rombos. O Sindicato dos Bancários requereu, mas os senhores Reginaldo Brandt e Afonso Pantoja, então presidente e ex-presidente do Banco do Estado do Maranhão, respectivamente, nunca explicaram o destino dos 333 milhões emprestados da União para sanear o Banco. Uma dívida monstruosa que chega hoje a 600 milhões de reais e só pode ter servido para rechear bolsos, contas e cofres particulares.

Com a decisão do governador Jackson Lago de centralizar os serviços bancários e toda a movimentação financeira do Governo do Estado nas agências do Banco do Brasil, essa história volta à tona. O Bradesco comprou o Bem por míseros 78 milhões de reais que provavelmente não cobririam sequer os empréstimos não pagos dos aliados do grupo Sarney.

À época, conforme noticiou ontem o JP, os deputados Helena Heluy e Aderson Lago ingressaram com ação na Justiça Federal contra o processo de privatização. Helena Heluy chegou a incluir o próprio Banco Central como réu por patrocinar uma privatização que aqui no Estado todos consideraram criminosa. Inclusive o Sindicato dos Bancários.

A história da falência do Banco do Estado do Maranhão é fedorenta. A história de sua privatização é antecedida de balanços financeiros complicados que um dia apontam patrimônio positivo de mais de R$ 56 milhões, num segundo dia pouco mais de R$ 2 milhões e num terceiro R$ 20 milhões. Uma escabrosa operação financeira que engoliu 333 milhões de reais e empenhou por 30 anos o Fundo de Participação do Estado e tudo mais que for arrecado durante esse tempo de Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI). Em outras palavras, a “Branca” penhorou a capacidade de investimento do Maranhão durante 30 anos!

Pior é que o Bradesco nunca conseguiu - ou nunca se esforçou para tanto – garantir um bom atendimento aos servidores públicos estaduais. Pelo contrário, desandou a fechar as antigas agências do BEM no interior do Estado e apostou na idéia dos Bancos Postais que pecam pela insegurança que facilita a vida dos assaltantes e põe em risco as vidas dos cidadãos e funcionários.

Com essa decisão, o governo desmonta mais um esquema financeiro do Grupo Sarney e dá uma paulada na moleira dos corruptos que se achavam donos do Estado e do povo do Maranhão.

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