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18/12/2010 - O Globo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Presidente do Sudão desviou US$ 9 bilhões


LONDRES - O presidente do Sudão, Omar al-Bashir, desviou até US$ 9 bilhões dos cofres do país. A maior parte do dinheiro pode estar depositado em bancos londrinos, segundo mensagens secretas trocadas entre o serviço diplomático dos Estados Unidos e o promotor-chefe do Tribunal Penal Internacional (TPI), Luis Moreno-Ocampo. Segundo ele, parte deste valor pode estar em poder do Grupo Lloyds. Ocampo também sugeriu que era o momento de tornar a história pública, a fim de jogar a opinião pública contra Bashir.

"Ocampo sugeriu que divulgar o montante roubado por Bashir (ele avalia em US$ 9 bilhões) mudaria a opinião pública sudanesa, que deixaria de considerá-lo um cruzado para vê-lo como ladrão", diz o relatório de um funcionário do governo americano, em 2009, ao qual o jornal britânico "The Guardian" teve acesso.

"Ocampo informa que divulgar que Bashir tem contas ilegais seria o suficiente para virar a opinião pública sudanesa contra ele".

Autoridades sudanesas negam acusação

No sábado, as autoridades sudanesas desmentiram as informações, afirmando que a transação seria impossível em função das sanções ao país.

- É tudo propaganda. Ocampo está usando informações falsas para criar pressão política - afirmou o ministro Rabie Abdelati, antigo membro do Partido do Congresso Nacional, ligado a Bashir. - Se Bashir tivesse uma conta em um nome ou sob nome falso, seria muito fácil confiscar o dinheiro.

Procurado, Luis Moreno-Ocampo disse que pode confirmar que os valores chegam a US$ 9 bilhões. O promotor está investigando, também, se Bashir seria o mentor dos genocídios na província sudanesa de Darfur.

Já o Lloyds Bank respondeu às acusações com um comunicado em que afirma não ter provas de guardar dinheiro em nome de Bashir. "Não temos nada que sugira qualquer ligação entre o Lloyds Banking Group e o senhor Bashir. A política do grupo é regulada por obrigações legais em todos os ramos de atividade em que operamos".

Bashir se recusa a acatar o Tribunal Penal Internacional e continua a viajar, a despeito de vários mandados de prisão emitidos pelos juízes do TPI. Seu desafio à lei internacional lhe rendeu apoio no Sudão, especialmente no norte do país, muçulmano, onde a opinião pública é mais desconfiada em relação ao Ocidente.

Se a denúncia do dinheiro for comprovada, os fundos corresponderiam a um décimo do Produto Interno Bruto anual do Sudão, um dos países mais pobres do mundo. Rastreados, os fundos poderiam ajudar vítimas de violações de direitos humanos no país.

- Se Bashir for julgado e condenado, esses fundos poderiam ser usados para a reparação das vítimas de crimes horríveis em Darfur - disse Richard Dicker, diretor de Justiça Internacional da organização Human Rights.

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