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16/12/2010 - Brazilian Voice Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Contribuintes pagam milhões de dólares em esteróides para autoridades em New Jersey

Por: Leonardo Ferreira

Policiais e bombeiros gastam milhões de dólares ao ano com testosterona e hormônios de crescimento muscular, pagos pelos residentes no Estado Jardim.

Em 21 de janeiro de 2007, o policial Victor Vargas, de Jersey City, apresentou na farmácia uma receita para Norditropin, um hormônio de crescimento muscular. Ele foi cobrado US$ 8, o co-pagamento determinado pelo seu seguro de saúde, patrocinado pelo Governo. Os contribuintes no Estado Jardim arcaram com os outros US$ 1.076, segundo o portal NJ.com.

Até agosto do mesmo ano, Vargas, na época com 30 anos de idade, apresentou pelo menos mais 5 receitas médicas para hormônio de crescimento muscular, juntamente com receitas para testosterona, um esteróide anabólico, e HCG, uma droga que estimula a produção de testosterona no corpo, segundo documentos legais referentes à uma ação civil por brutalidade contra Vargas e outros policiais.

Ao todo, Vargas pagou US$ 96 pelas 3 substâncias ao longo de 8 meses. O custo ao público: US$ 7.013.

As compras de remédios feitas pelo policial revelam o tremendo peso financeiro arcado pelos contribuintes decorrente de um acordo entre um médico em Jersey City, Joseph Colao, e seus fiéis pacientes nos departamentos de polícia e corpos de bombeiros em New Jersey.

A investigação realizada pelo diário The Star Ledger revelou que pelo menos 248 policiais e bombeiros obtiveram esteróides, hormônios de crescimento humano e outros motivadores de testosterona de Colao, antes de sua morte, por problemas cardíacos, em agosto de 2007. Além disso, o jornal descobriu que o médico diagnosticava falsamente seus pacientes com deficiência hormonal para justificar as receitas médicas, uma violação da lei e ética médica.

Para os policiais e bombeiros pacientes de Colao, as drogas eram baratas. Como Vargas, na maioria dos casos, senão todos, eles utilizavam benefícios do Governo para pagar pelos remédios. Uma análise feita pelo The Star Ledger sugeriu que o custo para os contribuintes atinge milhões de dólares, motivados primariamente pelo desejo de Colao de prescrever de forma ampla hormônios de crescimento humano, uma das drogas mais controladas na nação.

Somente para membros do Departamento de Polícia de Jersey City, Colao prescreveu 235 receitas de hormônio de crescimento durante um período de 13 meses, segundo documentos referentes a uma ação civil por brutalidade. O custo ao público dessas receitas, baseado numa média de US$ 1.100 ao mês, atinge US$ 260 mil.

Registros farmacêuticos obtidos pelo jornal revelam centenas de outras receitas apresentadas por policiais e bombeiros de 53 departamentos diferentes, incluindo o Sistema Carcerário, a Polícia Estadual, o Departamento de Polícia do NJ Transit, o escritório do Xerife e municipalidades. Por mais cara que a prática de Colao se tornou, o abuso aos contribuintes pela compra de esteróides não começou o terminou com um doutor em Jersey City.

O jornal descobriu que Colao exemplifica um problema muito maior, alimentado pela falta de supervisão nos departamentos de polícia e bombeiros, a relutância dos promotores públicos em apresentar acusações criminosas por fraudes no seguro de saúde e falha da administração dos seguros em denunciar gastos absurdos. Poucos anos antes da morte de Colao, por exemplo, os residentes em New Jersey pagaram US$ 300 mil por esteróides e hormônios de crescimento muscular que um grupo de policiais em Trenton adquiriu através da Internet de um dentista na Flórida, autoridades estaduais confirmaram.

O dentista assumiu a culpa, os policiais foram investigados, mas não punidos, e três deles posteriormente promovidos. Desde então, empresas de seguro de saúde que administram planos públicos de saúde lançaram mecanismos de controle, embora haja sinais de que muito pouco mudou.

O jornal descobriu que centenas de policiais e bombeiros, alguns deles ex-pacientes de Colao, continuam a receber tratamentos de médicos especializados em prescrever testosterona e outros hormônios.

“O aumento dos custos dos benefícios é uma grande preocupação dessa administração e se pudermos mostrar que os custos estão disparando na área de receitas médicas devido ao abuso do sistema; é simplesmente errado”, disse a promotora pública geral Paula Dow ao The Star Ledger. “Beira a ilegalidade e isso basta para que analisemos esse assunto”.

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